Sessão Pública sobre Floresta e Incêndios

Realizou-se no passado sábado, dia 13 de Julho de 2019, em Arouca, na Praça Brandão de Vasconcelos, entre as 18h00 e as 19h30, uma Sessão Pública sobre Floresta e Incêndios, a qual contou com Francisco Gonçalves, da coordenação concelhia da CDU e candidato, por Aveiro, às Eleições Legislativas de 6 de Outubro e Miguel Viegas, cabeça de lista da CDU à Assembleia da República, pelo círculo eleitoral de Aveiro e que foi deputado pelo PCP no Parlamento Europeu, entre 2014 e 2019.

A sessão serviu para apresentar o olhar da CDU sobre esta temática tão importante para os concelhos do interior, como Arouca, e para anotar as preocupações e propostas dos presentes. Miguel Viegas, que foi durante vinte anos veterinário e, actualmente é professor (economia) na Universidade de Aveiro, começou por referir que uma intervenção na floresta tem que atender à sua realidade ao nível da propriedade, que é na ordem dos milhões de parcelas, no caso da região norte, pelo que o seu cadastro tem que ser o ponto de partida.

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Dez primeiros candidatos da CDU por Aveiro e Mandatária distrital

A CDU tem provas dadas em Aveiro

O primeiro candidato da CDU do círculo eleitoral de Aveiro, Miguel Viegas, foi apresentado no dia 6 deste mês, numa iniciativa realizada em Estarreja que contou com a presença de duas centenas de apoiantes.

O candidato, antigo deputado no Parlamento Europeu (PE), veterinário, professor universitário e dirigente sindical, foi a escolha da CDU para Aveiro. «O nosso distrito é um exemplo acabado daquilo que foram décadas de política de direita aplicadas no nosso país», lamentou Miguel Viegas, para quem o distrito sofreu não só às mãos do desinvestimento, mas também pelas políticas europeias que amarram o aparelho produtivo nacional.

No distrito é já muito o trabalho realizado pela coligação. No panorama do PE, Miguel Viegas salientou a valorização da produção local, com a denominação de origem dos ovos moles e o mesmo processo já em curso para o leitão da Bairrada. O mesmo aplicou ao vinho da Bairrada: «é necessário defender e projectar as castas locais».

O candidato referiu também as intervenções realizadas junto das empresas, como é o caso da Órbita, uma emblemática empresa de bicicletas, e na área da saúde, como no Hospital de Espinho.

A CDU tem de facto provas dadas no distrito de Aveiro, mas é preciso ir mais longe. Pelo direito à mobilidade, com a valorização da Linha do Vale e Vouga e na implementação de um passe social para os que fazem o trajecto pendular entre Aveiro e Porto. É preciso avançar na revitalização do tecido industrial «com propostas pensadas e não com propostas abstractas caídas do céu». Com «propostas que se baseiam na realidade e na intervenção local do Partido, que é colossal».

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Sobre o processo de revisão da Lei de Bases da Saúde

Declaração de João Oliveira, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP – 12 Julho 2019

No decurso de um processo intenso em que o PCP interveio de forma séria e se bateu pela defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde indissociável da natureza pública da sua gestão, foi encontrada uma solução que permite a aprovação de uma nova Lei de Bases da Saúde.

Está aberta a real possibilidade de inscrever na Lei de Bases da Saúde o princípio da gestão pública dos estabelecimentos do SNS e a revogação da legislação sobre o regime de parcerias público privadas. Não sendo os termos da proposta do PCP, os passos dados a partir dela dão força para assegurar o carácter público, universal e geral do SNS. Na defesa dos interesses dos utentes e do País, a consagração da gestão pública dos estabelecimentos do SNS, é uma questão central cuja concretização exige o prosseguimento da intervenção, nomeadamente em torno do conteúdo da legislação a aprovar no futuro.

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Terminou o ano escolar – Francisco Gonçalves

São muitos os textos e as reflexões que por estes dias se fazem sobre a Escola e a Educação, particularmente sobre o problema do (in)sucesso escolar, circunscrevendo a coisa apenas e só ao passa e chumba, num contexto em que a perspectiva, tal como noutras áreas, é a do mercado, do negócio, com muita conversa em torno de inovação, excelência e projectos.

A discussão, hoje, sobresavaliação, aprendizagens e sucesso escolar está completamente contaminada, por um lado pela pressão política dos sucessivos governos em demonstrar estatisticamente que encontram a Escola e a Educação de pantanas no início da legislatura e deixam o seu ministério às portas do paraíso, por outro pelo casamento entre a corrida aos fundos europeus de Universidades, Institutos, Fundações e a febre por eventos e cerimónias que autarquias, áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais alimentam.

Olhando para estas coisas à margem destes interesses, constatamos que o passa e chumba cada vez diz menos sobre a consolidação (ou a falta dela) das aprendizagens dos alunos, no fundo aquilo que verdadeiramente interessa. Em muitas Escolas do mesmo território vemos numas a inexistência da chumbos no ensino básico e noutras  a retenção a ter alguma expressão, mantendo-se o problema num lado e noutro, existe um número considerável de alunos que não desenvolveram as aprendizagens que era suposto desenvolver.

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Este pacote laboral do PS e do patronato vai contra o espírito da constituição de Abril

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Manifestação da CGTP-IN – 10 de Julho

«Quando se quer proclamar da necessidade do combate ao défice demográfico, de combate à emigração, os jovens deparam-se com uma proposta do PS que os obriga a estar 6 meses à experiência, sem nenhum direito, sem contagem de tempo para a sua carreira»

O PSD e a síndrome do 24 de Abril – Carlos Gonçalves

A síndrome PSD do 24 de Abril é o conjunto de sinais e sintomas desta patologia crónica e da sua política. E é também uma doença congénita, já existia antes do PSD nascer, nos genes dos «pais fundadores», na simulação liberal da fase terminal do fascismo. Após a Revolução de Abril, fez-se doença crónica e mais agressiva. Uma das suas manifestações mais virulentas foi o governo PSD/CDS de P. Coelho e, no plano da mistificação ideológica, foi chamar «novo 25 de Abril» ao projecto de fazer o País voltar ao 24 desse mês libertador.

Rio foi um esforçado empreendedor desta patranha. E quando o Diabo «bateu as botas», na nova fase da vida política nacional, esta treta deu suporte a uma chefia do PSD recauchutada. Mas o PSD continuou em perda, com a derrota de elementos da política de direita, do PSD, CDS e PS, pela relação de forças do 4 de Outubro de 2015 e por acção do PCP e da CDU.

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A catástrofe – Henrique Custódio

A ONU publicou o trabalho de um seu colaborador chamado O Apartheid Ambiental.

A tese é simples: com a degradação ambiental resultante das alterações climáticas, o planeta vai desembocar na degradação das condições de sobrevivência, que afectará em primeiro lugar as regiões pobres e os dois a três mil milhões de pessoas que lá vivem.

Adverte-se que as potências económicas começam a pensar (ou já a planear?) medidas que lhes assegurem «os melhores pedaços do planeta» (por assim dizer), onde se encontrarão também as melhores condições de vida. É claro que haverá uma escalada e chegará o tempo em que, mesmo nos países mais «protegidos ambientalmente», surgirá a disputa pelos «melhores lugares» e de novo imperará a força dos donos da riqueza e do poder para se apropriarem dos locais.

A isto chama o estudo da ONU O Apartheid Ambiental, anunciando a catástrofe que se tem de enfrentar.

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Jogos de Guerra – Ângelo Alves

Segundo as notícias, o Mundo poderá ter estado à beira de um ataque norte-americano contra território iraniano. O bombardeamento de vários alvos iranianos esteve iminente. Foi cancelado 10 minutos antes.

Trump invocou a estimativa de baixas iranianas para cancelar o ataque. É óbvio que a decisão nada teve que ver com preocupações sobre baixas iranianas, Trump tinha esses dados quando ordenou o ataque. Mais… basta olhar para o historial das agressões norte-americanas – Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, entre outras – para perceber que para quem levou a cabo autênticos massacres e admite o uso da arma nuclear essa não será a sua preocupação.

Esta provocação integra uma estratégia de elevar ao máximo a tensão e a pressão contra o Irão. Aliás, as notícias de um ciber-ataque norte-americano contra os computadores que operam os sistemas de defesa iranianos logo após o cancelamento do ataque «convencional» comprova-o.

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Protecção Civil: discursos e práticas – Octávio Augusto

Passaram dois anos sobre os trágicos incêndios que atingiram Pedrogão Grande e seis concelhos vizinhos, tragédia que viria a repetir-se em Outubro, no centro do País. Como o PCP então afirmou, as razões para o sucedido derivavam das opções de décadas de política de direita protagonizada por PS, PSD e CDS.

Na altura não fomos ouvidos quando alertámos para o erro que seria legislar sem a devida ponderação e debate. Misturou-se medidas inadiáveis e urgentes com decisões e opções de fundo, numa correria legislativa com grande impacto mediático. Passados dois anos, e sem deixar de reconhecer que algo mudou, sucedem-se anúncios de medidas e reformas profundas, acompanhadas de milhões, contratos e concursos. A situação no terreno, porém, é bem diferente da difundida pela propaganda governamental.

Muitas das medidas anunciadas ainda estão no papel e outras são insuficientes e ineficazes. Talvez por isso o Governo se esquive à prestação de contas e não crie uma plataforma online onde essas medidas sejam anunciadas e quantificadas.

Exige-se uma política de Protecção Civil que, a par do combate aos incêndios e da resposta a outras ocorrências graves, privilegie a prevenção e a informação à população, promovendo uma cultura de protecção e segurança. O Governo, sem o debate e a reflexão que se impunha, aprovou legislação sobre a nova «orgânica da Protecção Civil». O PCP já requereu a sua apreciação parlamentar e defende a sua alteração.

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Uma verdadeira política de protecção do ambiente – Paula Santos

Não podemos escamotear nem ignorar uma realidade que existe e que não é de hoje.

Sim, os povos estão hoje confrontados com problemas ambientais que carecem de intervenção e acção firme e determinada dos Estados para os enfrentar.

Atacar de frente os problemas ambientais exige uma abordagem estrutural sobre a identificação das suas causas para as combater.

Muitas vezes somos levados a crer que os problemas ambientais resultam dos comportamentos individuais ou que se trata de um conflito intergeracional colocando filhos contra pais e avós contra netos, procurando responsabilizar os mais velhos pela deterioração do ambiente com o objectivo claro de dividir a sociedade, de forma a que verdadeira causa desses problemas passe incólume e os interesses das grandes empresas multinacionais se mantenham intocáveis e possam continuar a arrecadar lucros absolutamente obscenos.

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20 anos de Estratégia Nacional de Luta Contra a Droga – Carla Cruz

Há 32 anos as Nações Unidas instituíram o dia 26 de Junho como Dia Internacional Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas. 12 anos depois, em 1999, Portugal, com uma situação gravíssima na matéria, deu passos para uma Estratégia Nacional de Luta contra a Droga que, com intervenção decisiva do PCP, veio a avançar de facto com a Lei 30/2000, que definiu o regime jurídico aplicável ao consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas e a proteção sanitária e social dos consumidores.

Assim nasceu a estratégia nacional assente num modelo integrado de intervenção, desde a prevenção ao combate ao tráfico e ao branqueamento de capitais, tratamento, reinserção social, redução de riscos, formação e investigação em comportamentos aditivos e dependências. E, fundamental, a alteração na conceção sobre o utilizador de drogas, que passou a ser encarado como doente e não como criminoso.

A acção e intervenção do PCP foram decisivas para a aprovação e concretização da dita estratégia e para o que ficaria a ser conhecido como Modelo Português. A descriminalização do consumo de estupefacientes e a existência de uma estratégia articulada e integrada, em que as acções são desenvolvidas de forma global, sob uma política de intervenção comum, foram decisivas para a evolução positiva do fenómeno da toxicodependência em Portugal.

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Vale a pena lutar! PCP saúda a luta da trabalhadora Cristina Tavares

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Após conhecimento da  reintegração da trabalhadora corticeira, Cristina Tavares, no seu posto de trabalho, ao fim de dois despedimentos ilícitos onde também foi vitima de repressão moral, o PCP saúda a trabalhadora, valorizando toda a luta desenvolvida desde que este processo se iniciou, com o apoio do seu sindicato – SOCN, da União de Sindicatos de Aveiro e da CGTP-IN.

Ao longo deste processo, o PCP participou e apoiou as inúmeras iniciativas de solidariedade desenvolvidas, tendo levado também, através dos seus deputados, este caso à Assembleia da República bem como ao pedido de audiência ao Ministro do Trabalho e Solidariedade Social.

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Sobre o Estatuto dos Magistrados do Ministério Público e o combate à corrupção

Continuam na ordem do dia as questões em torno da corrupção e da autonomia do Ministério Público. Questões que, não sendo novas, se acentuam no debate público num momento decisivo do processo em curso de discussão do Estatuto dos Magistrados do MP.

São conhecidas as posições, antigas e recentes, do PSD e do seu presidente, que não escondem a intenção de impôr por via legal o controlo político do Ministério Público, pondo em causa a sua autonomia constitucional.

Na mesma linha, e convergindo com o PSD, o grupo parlamentar do PS apresentou recentemente no Parlamento uma proposta que altera igualmente composição Conselho Superior do Ministério Público, à revelia da própria Proposta de Lei apresentada pelo Governo.

Em ambos os casos, PS e PSD estão apostados em diminuir a representatividade dos magistrados com assento naquele órgão, dando prevalência aos elementos designados pelo poder político.

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Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território – Uma oportunidade perdida

A primeira revisão do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), que na prática se transformou num processo de criação de um novo programa, constituiu uma oportunidade perdida para inscrever as políticas estruturais e as medidas necessárias para o desenvolvimento harmonioso e equilibrado do território no plano económico, social e ambiental, e para a coesão territorial e a eliminação de assimetrias regionais.

Para o PCP, a alteração do PNPOT deveria corresponder ao objectivo de contribuir para o desenvolvimento equilibrado do País assente numa ocupação equilibrada e sustentável do território, a promoção das condições de vida, do investimento, da produção, do emprego, da defesa e aproveitamento de recursos e serviços.

Por iniciativa do PCP foi possível alcançar melhoramentos de que são exemplo:

– a garantia da propriedade pública da água, valorizando o papel das autarquias;

– a valorização do mundo rural, a promoção da agricultura familiar, o apoio às pequenas e médias explorações e a dinamização de circuitos curtos de comercialização, a valorização do rendimento dos produtores, bem como o desenvolvimento da investigação e subsequente aplicação nas actividades produtivas;

– a aposta em sectores estratégicos de produção nacional, que potencie e aproveite os recursos existentes em cada território;

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Caravanas de doentes rumam ao Canadá – António Santos

Engrossam, a cada semana, as caravanas automóveis de doentes estado-unidenses que, sem que qualquer muro lhes trave o passo, atravessam a fronteira com o Canadá para comprar medicamentos. Um frasco de insulina de que dependem os diabéticos, revelou o Washington Post esta semana, custa agora 1000 dólares nos EUA e 10 dólares do outro lado da fronteira, mas disparidades análogas estendem-se a cada vez mais medicamentos: alguns dos fármacos essenciais para a sobrevivência de pessoas com SIDA custam cinquenta vezes mais em terras de Trump do que nos domínios americanos de Isabel II, enquanto os medicamentos que frequentemente acompanham a quimioterapia custam o dobro em território ianque. Para milhares de cidadãos dos EUA que se juntam para atravessar a fronteira e para comprar medicamentos, estas diferenças de preços são a diferença entre a vida e a morte.

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A guerra contra o Irão está em movimento – José Goulão

O petroleiro norueguês Front Altair em chamas no Golfo de Omã, 13 de Junho de 2019. Créditos STRINGER / EPA

Segundo as mais fresquinhas informações vindas directamente das águas tépidas do Golfo de Omã, a marinha dos Estados Unidos descobriu fragmentos de minas que há uma semana terão danificado dois petroleiros que estavam de passagem pela região. E segundo as inscrições nelas registadas, agora sim não há dúvida de que o autor da maldade foi o Irão, há que castigá-lo. Razão tinham o presidente Trump e os seus guardas pretorianos Bolton e Pompeo, que juravam desde o primeiro momento ter pressentido as «impressões digitais» de Teerão no incidente.

Assim se definem hoje a guerra e a paz, os culpados e os inocentes, os juízes e os condenados em relações internacionais. Como o vídeo mal-amanhado apresentado pelo comando regional do Pentágono, e em cima do acontecimento, não convenceu ninguém da culpa do Irão – excepção feita ao Reino Unido, o mais aliado entre os aliados – eis que a incansável armada imperial, vasculhando cada polegada das águas do Médio Oriente, diz ter encontrado os despojos de uma verdade, agora sim, irrefutável. Mesmo que o proprietário japonês do navio acidentado tenha garantido que não houve quaisquer minas no casco, mas sim «um objecto voador», partindo daí para qualificar a teoria norte-americana como «falsa» e levando também o governo de Tóquio a afastar-se das maquinações bélicas do seu aliado de Washington.

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O embuste do Governo sobre a criação de freguesias – Paula Santos

Conhecida que é a proposta do Governo sobre a criação de freguesias, verificamos que esta não passa de um embuste, defraudando a expectativa de muitas populações que lutam pela reposição das freguesias extintas contra a sua vontade por PSD e CDS. Caso esta proposta do Governo PS veja a luz do dia, muitas freguesias não serão repostas e muitas outras poderão vir a ser extintas.

Segundo a proposta, as freguesias a criar, bem como as actuais, devem obedecer cumulativamente a cinco critérios: a prestação de serviços à população; eficácia e eficiência da gestão pública; população e território; história e identidade cultural; representatividade e vontade política da população.

São definidos requisitos como as freguesias terem:

  • 2% da população do concelho, no mínimo 1150 eleitores e caso diste 10 km da sede do concelho, terem de ter pelo menos 600 eleitores, quando o despovoamento e a desertificação são uma realidade. Esta exigência populacional não trava o abandono de muitas localidades e freguesias e só conduz ao agravamento do abandono de aldeias e vilas, em particular nos territórios do interior;

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Intervenção de Arménio Carlos na Conferência da OIT

Exmo. Presidente, Sras. e Srs. Delegados,

A CGTP-IN e os trabalhadores portugueses saúdam a 108ª Conferência Internacional do Trabalho e exorta todos os que nela participam a associar as palavras aos actos para acabar com o assédio e a violência no mundo do trabalho e garantir a Liberdade Sindical no interior das empresas, como um elemento indissociável da concretização do diálogo social e da negociação da contratação colectiva.

Dizemo-lo porque a Organização Internacional do Trabalho (OIT) está associada a progressos na condição humana e a princípios e valores que hoje são postos em causa pelos que, subvertendo o conceito de “modernidade” e recorrendo, às chamadas plataformas digitais, promovem a desregulação da legislação laboral e impõem condições de trabalho próximas da servidão, para obterem o lucro máximo com custos mínimos.

Um alerta que importa fazer, no ano de centenário da OIT, tendo presente que se os compromissos para a implementação do Pacto Global sobre o Emprego, aqui aprovado em 2009, fossem cumpridos, não teríamos as situações de retrocesso social e civilizacional ocorridas no período da crise financeira.

Sabemos por experiência própria, do que falamos. Com a política da troika o nosso país foi vítima de políticas de crueldade social que, para manterem os banqueiros e os especuladores a viver acima das suas possibilidades, puseram os trabalhadores e o povo português a viver abaixo das suas necessidades.

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Mais justiça fiscal para fazer o que o País precisa! – Vasco Cardoso

Na verdade, apesar das resistências do PS, foi possível aliviar a tributação sobre os rendimentos do trabalho (IRS), avançar na tributação do grande capital (aumento da derrama estadual, Adicional ao IMI, etc.), melhorar a situação das PME (IVA a 13% na restauração, eliminação do Pagamento Especial por Conta). Se nos últimos anos aumentaram as receitas fiscais, tal deve-se não ao agravamento de impostos – com excepção do ISP nos combustíveis – mas a um melhor desempenho da economia e à criação de emprego, na sequência das medidas de reposição de rendimentos e direitos.

Mas estes avanços não alteraram uma matriz fiscal estruturalmente injusta e que não encontra resposta nas opções de PS, PSD e CDS.

Os impostos, além do objectivo de financiamento do Orçamento do Estado (OE) e das suas escolhas, desempenham também uma função redistributiva. Nas últimas décadas, essa função tem sido contrariada por uma política fiscal de favorecimento dos grandes rendimentos, dos grandes patrimónios e dos grandes lucros. É preciso outra política fiscal, que, assegurando o adequado financiamento das funções do Estado, rompa com este favorecimento e, ao mesmo tempo, alivie os trabalhadores e o povo.

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Pode o CDS-PP querer voltar a ser o «partido dos contribuintes»?

Na tentativa de apagar responsabilidades do agravamento fiscal que protagonizou, o CDS-PP apresentou um pacote de medidas para a «defender os contribuintes dos abusos» da Autoridade Tributária.

Num salto em frente para fazer esquecer as medidas fiscais – realizadas pelo anterior governo do PSD e do CDS-PP – que agravaram as condições de vida das populações e dos trabalhadores, Assunção Cristas apresentou hoje, em conferência de imprensa, um conjunto de propostas que parece querer ressuscitar a velha ideia de que este pode ser «o partido dos contribuintes».

A ex-ministra anuncia ideias no sentido de «aumentar as garantias» de defesa dos contribuintes, designadamente em torno de penhoras fiscais para fazer face a «acções desproporcionais e abusivas» levadas a cabo pela Autoridade Tributária, as quais farão parte do programa eleitoral do partido para as próximas eleições legislativas.

No entanto, o CDS-PP não faz mea culpa quanto ao que representou o aumento de tributação sobre os rendimentos do trabalho, ou seja, o peso que impôs a esses mesmos contribuintes. Recorde-se a sobretaxa extraordinária do IRS, a redução dos escalões em sede e a diminuição das deduções à colecta no IRS, ou o aumento do IVA, em particular sobre a restauração. Tudo isto feito a par da delapidação dos serviços públicos e cortes nos apoios sociais, ao mesmo tempo que se favoreciam grupos económicos e financeiros.

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O Rio – Francisco Gonçalves

Rio Paiva, Espiunca – Junho de 2019

 

“O problema do rio mais limpo da Europa é, precisamente, não o ser ”
Anónimo

Circulam nas redes sociais fotos do rio Paiva onde salta à vista a poluição das suas águas. Não é novidade, todos sabemos da má qualidade da água do rio, várias vezes foram interditos os banhos em época balnear, várias denúncias públicas de descargas poluentes foram noticiadas, são muitas as vezes em que isso mesmo se nota a olho nu.

O que já chateia é,  apesar da evidência de estarmos perante um rio poluído, continuar-se a repetir – temos o rio mais limpo da Europa (uma ideia até um pouco provinciana, só na Suíça, para dar um exemplo, são inúmeros os rios maiores e mais limpos que o Paiva) – e os poderes públicos a assobiar para o lado.

Consultada a página da associação Arouca Geopark, associação com uma década de existência  e cujo primeiro associado é a Câmara Municipal de Arouca, podemos ler que a sua Missão é “contribuir para a proteção, valorização e dinamização do património natural e cultural”, constando como primeiro no seu quadro de valores a “proteção do ambiente”.

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Convívio Regional

A 6 de Julho pelas 12h30, a Organização Regional de Aveiro do PCP irá realizar o habitual convívio regional. Este ano o local escolhido foi o Parque de merendas de Estarreja.

A iniciativa contará com a presença de Jerónimo de Sousa e este ano ficará também marcada pela apresentação de Miguel Viegas, como o 1º candidato da CDU pelo círculo de Aveiro às eleições para a Assembleia da República de 6 de Outubro.

A animação musical estará a cargo de “Minda Araújo e Amigos”

Localização: https://goo.gl/maps/MYLresAwGUEGc5Ts8

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Dias E, F, G – Jorge Cadima

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As comemorações oficiais dos 75 anos do desembarque na Normandia (Dia D) foram um dia E, de enganos, e um dia F, de fake History. Não foi o Dia D que determinou a derrota do nazismo. Basta olhar para o calendário: o desembarque foi em Junho de 1944. Depois das grandes batalhas que determinaram o desenlace da guerra, e onde foi derrotado o grosso das forças militares do nazismo alemão. Batalhas em território soviético: Moscovo, Leninegrado, Estalinegrado, Kursk. Em Junho de 1944 já o Exército Vermelho libertara quase toda a URSS e preparava-se para levar a libertação até Berlim. Foi então que os anglo-americanos, que há dois anos adiavam a abertura da 2.ª frente, se decidiram pelo Dia D. Foram a URSS, o seu povo, Exército Vermelho e Partido Comunista os grandes obreiros da derrota do nazismo – expressão mais violenta e terrorista do capitalismo. É um facto que mais forças tiveram um papel importante, entre os quais outros ausentes nas comemorações: a Resistência popular armada de numerosos países (da China à França), onde os comunistas assumiram também papel decisivo.

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Conversa de comadres – João Frazão

Com muito populismo e reaccionarismo à mistura, voltou a preocupação com o «interior», pela voz dos intervenientes no 10 de Junho.

Dizendo um o que o outro não quis dizer, lá veio a conversa das divisões artificiais entre os do interior e os do litoral, entre as «elites» de Lisboa e a «arraia miúda» das zonas desfavorecidas, entre eles, os políticos, e nós, os cidadãos comuns.

Claro que sobre toda esta conversata, sobre tanta amargura afivelada, perpassa a vontade de esconder o que foi possível avançar nos últimos três anos e meio e, particularmente, o papel que as forças da CDU tiveram nesses avanços. Poderiam ter dito, por exemplo, que já é novamente possível ir diariamente de Lisboa a Portalegre de comboio, porque o PEV assumiu esse combate com grande determinação e obrigou o Governo a repor a circulação na Linha do Leste. Não ainda com todos os horários necessários, mas já um começo.

Estes discursos não resistem a dois minutos de reflexão.

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Um programa patriótico e de esquerda, inscrito na Constituição da República Portuguesa

Declaração de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, 12 de Junho de 2019

Programa Eleitoral do PCP – algumas linhas essenciais

Com os olhos postos nos problemas do País, mas também no potencial de desenvolvimento e bem estar do povo português, o PCP está a trabalhar para apresentar um Programa Eleitoral que responda à situação do País e que será divulgado no próximo mês de Julho.

O povo português conheceu nos últimos anos avanços que, inseparáveis da acção do PCP, apontam uma perspectiva de desenvolvimento diferente da que tem sido imposta pela política de direita das últimas décadas.

O PCP tem respostas e soluções para fazer o País avançar. O PCP inscreve como objectivo a concretização de uma política capaz de assegurar o desenvolvimento económico e o progresso social. Uma política para fazer avançar o País, dar resposta plena aos direitos e aspirações dos trabalhadores e do povo português, afirmar a soberania nacional.

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Faleceu Ruben de Carvalho

É com profundo pesar que o Secretariado do Comité Central do PCP informa que Ruben de Carvalho faleceu hoje, com 74 anos, em consequência de problemas de saúde que exigiram internamento hospitalar.

Intelectual comunista, assumiu uma intervenção destacada na actividade do Partido, tendo desempenhado importantes tarefas, cargos e responsabilidades. Ruben de Carvalho teve uma vida de intervenção e de luta na resistência antifascista, no movimento associativo estudantil, abraçou com intensidade a Revolução de Abril e defendeu os seus valores e conquistas. Destacou-se no jornalismo, na imprensa e na rádio. Deixou à sociedade portuguesa um contributo de grande relevo no conhecimento da música, na sua dimensão artística, cultural e social, no plano nacional e internacional, das suas raízes populares à sua dimensão erudita.

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Miguel Viegas – Primeiro candidato da CDU pelo círculo de Aveiro

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A CDU vai para estas eleições para avançar, para alargar a influência nos círculos eleitorais em que elege e para disputar a eleição de deputados em círculos eleitorais onde não tem elegido deputados.

Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes, Carla Cruz, Miguel Viegas e Rita Rato vão encabeçar, respectivamente, as listas da Coligação PCP-PEV nos círculos eleitorais de Lisboa, Setúbal, Braga, Aveiro e Europa.

Miguel Viegas
Primeiro candidato da CDU pelo círculo de Aveiro
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49 Anos
Professor Universitário
Licenciado em Medicina Veterinária e Doutorado em Economia. Mestre em Planeamento Regional e Urbano.
Exerceu a profissão de médico veterinário entre 1993 e 2011.
Em 2008 ingressou na carreira académica como docente do Departamento de Economia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro.
É fundador e dirigente do Clube de Canoagem de Ovar.
Foi dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina Veterinária.
Foi eleito na Assembleia Municipal de Ovar.
Foi deputado no Parlamento Europeu no mandato 2014/2019.
Participou em diversos movimentos de defesa dos serviços públicos.
Integra a Direcção do Sindicato dos Professores da Região Centro.
É membro da Direcção Regional de Aveiro do PCP.