Por cá, todos os media dominantes no mercado comunicacional estão sob controlo de cinco grandes grupos económico-mediáticos, que aliás podem passar a quatro se acontecer a compra da Media Capital/TVI pela Cofina/Correio da Manhã, num salto de concentração inconstitucional da propriedade dos media. E até a RTP e a Lusa, que se mantêm no sector público, têm as mãos atadas pela (inter)mediação monopolista.

A comunicação social do grande capital tem hoje como objectivo o aprofundamento da política de direita, pela ocultação, calúnia e (vã) tentativa de liquidar o PCP, pela promoção dos «cucos» e de novas criaturas e «protagonismos» fascistoides, de fake news e «questões fracturantes», de facto manobras de diversão, de manipulação e antidemocráticas. E isto, claro, ao mesmo tempo que «naturalizam» a exploração dos jornalistas e de todos os trabalhadores e subvertem a liberdade de informação e imprensa, o rigor e o pluralismo, a que os media estão obrigados por Lei.

Apenas dois exemplos dos media dominantes destes dias de muita provocação anticomunista. O título garrafal da primeira página do Expresso de 09/11, «Eutanásia e barrigas de aluguer, temas fracturantes dominam início da legislatura», que obviamente visa esconder as dezenas de propostas legislativas do PCP para responder aos reais problemas do País. Ou os grandes títulos de primeira página do Diário de Notícias de 2/11 e 16/11, em que as incoerências do Ventura são o pretexto para lhe polir o protagonismo, como fazem nas televisões os comentadores ao serviço do poder económico mediático.

A intermediação monopolista tem um programa de «ditadura mediática» e «pensamento único», mas com a luta organizada, a determinação e a verdade, não passarão!

 

in “Avante” a 21 de Novembro