Etiquetas

, ,

Recentemente, a presidente do CDS-PP, dizendo querer incentivar a natalidade, anunciou uma proposta de alargamento da licença de parentalidade a incluir no programa eleitoral do seu partido e o PSD prometeu atribuir às famílias 10 mil euros por cada filho.

Ora, lembrando os vários anos em que um e outro estiveram no Governo, pode perguntar-se:

Porque eliminaram os 4.º e 5.º escalões do abono de família reduzindo os montantes pagos, depois congelados até ao ano de 2016, levando a que cerca de 650 mil crianças perdessem o abono de família e cerca de 80% sofressem alterações desfavoráveis na atribuição da prestação?

Porque alteraram a legislação laboral no sentido de retirar direitos aos trabalhadores e aprofundar a sua exploração pelo patronato, promovendo o empobrecimento de centenas de milhares de pais, avós e outros familiares das crianças que agora dizem querer proteger?…

Porque promoveram o aumento dos horários de trabalho e a sua desregulação, eliminaram feriados e dias de férias, e, desta forma desumana, reduziram os tempos de convívio familiar?

Porque reduziram salários e pensões, facilitaram despedimentos, cortaram no subsídio de desemprego, obrigando tantos pais, irmãos e outros familiares destas crianças a emigrar?

Porque contribuíram com os seus votos, na última legislatura, para chumbar propostas do PCP e do PEV que alargavam as licenças de maternidade e paternidade? Ou para agravar, juntamente com o PS, a legislação laboral que tornará mais difícil a vida para milhares de famílias das crianças que agora querem usar na sua disputa eleitoral?

Não é para admirar. Hipocrisia e falta de vergonha fazem perder a tramontana.

Não há dúvida, para avançar é preciso dar mais força à CDU!. Reforçar PSD, CDS ou PS significaria sempre andar para trás, também nos direitos das crianças e dos pais.

 

in “Avante” a 1 de Agosto