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Caro Arouquense,

Nas eleições para o Parlamento Europeu de 26 de Maio, onde serão eleitos os 21 deputados que durante cinco anos representarão o nosso povo e o nosso país na União Europeia, é importante eleger deputados que assumam a defesa do interesse e da soberania de Portugal como tarefa primeira.

O processo de integração europeia tem sido feito pelos governos, à revelia dos povos e ao sabor dos interesses das grandes potências. Se olharmos para o histórico, Portugal começou por trocar dinheiro por produção, prosseguindo o corte da capacidade produtiva com a redução das quotas de produção, com a privatização dos sectores estratégicos e com a moeda única e as suas restrições orçamentais. A rematar tudo isto veio a carestia do Memorando da Troika. O resultado é fácil de ver – neste ano de 2019 chegam, por dia, 10 milhões de euros em fundos, mas saem, em juros da dívida, 20.

Sem Portugal contrariar a submissão ao Euro e à União Europeia o país não terá os recursos necessários à melhoria dos serviços públicos e a um investimento público que permita resolver os problemas das regiões, o que para Arouca significa, por exemplo, atirar a conclusão da Variante, o Ordenamento Florestal e o apoio aos produtos da terra para o dia de S. Nunca.

Os últimos quatro anos mostram que foi possível avançar, com limites mas avançar. Significativo é que as medidas positivas concretizadas, que repuseram direitos e rendimentos e que se traduziram em melhorias económicas, não só não mereceram o apoio da União Europeia, como tiveram, algumas delas, a sua oposição.

Assim, interrogue-mo-nos: interessa ter deputados no Parlamento Europeu que defendam a soberania de Portugal e os interesses do povo e do país ou deputados que aceitam a submissão às potências da União Europeia? Queremos uma união de nações soberanas centradas na vantagem mútua ou a colonização das pequenas economias pelas grandes?