Os comunistas e os seus aliados na CDU batem-se por uma política alternativa capaz de assegurar o desenvolvimento do País e a valorização dos direitos e condições de vida dos trabalhadores e do povo. O resgate da soberania nacional assume, nesta matéria, uma importância decisiva: libertar o País da submissão ao euro e das imposições e constrangimentos da União Europeia é uma questão central.

A libertação do País da submissão ao euro é uma necessidade para assegurar um Portugal com futuro. A necessária libertação da submissão ao euro permitiria ao país ganhar uma folga para gerir melhor a despesa pública, para investir mais, para crescer mais, para se endividar menos, para comerciar mais. No entanto, sair do euro não é voltar ao momento em que se estava antes de entrar. A libertação dessa submissão precisa de ser preparada, para que os impactos dessa decisão não recaiam sobre os mesmos que pagaram os custos da adesão e permanência na moeda única, num processo inseparável da luta mais geral com a política de direita. A recuperação da soberania monetária (por vontade própria ou de terceiros, articulada ou não com outros) beneficiará tanto mais o País quanto mais estiver inserida na política patriótica e de esquerda.

Fundamental para libertar recursos que fazem falta ao País é, também, a renegociação da dívida pública, que muito embora tenha diminuído nos últimos anos, continua a ser um sorvedouro da riqueza do País.

Uma terceira opção estratégica que urge tomar para assegurar o desenvolvimento soberano do País é a recuperação do controlo público da banca e dos demais sectores estratégicos da economia. Só assim a economia nacional poderá ser orientada para o desenvolvimento do País e o bem-estar do povo e não, como hoje, para a acumulação capitalista.

Mais votos e deputados da CDU no dia 26 de Maio significa dar mais força a este caminho, fundamental para assegurar no presente e no futuro um Portugal desenvolvido e soberano.