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Democracia e soberania nacional são, cada vez mais, condições essenciais e indissociáveis de uma alternativa progressista, tanto para Portugal como para a Europa. Não é possível aos povos decidirem livremente o seu caminho de desenvolvimento desprovidos dos instrumentos políticos e económicos soberanos que o possibilitem e submetidos a obstáculos e constrangimentos externos. A História está repleta de exemplos que o demonstram.

O caso de Portugal é, a este respeito, paradigmático. Mais de quatro décadas de política de direita, associadas a 30 anos de participação no processo de integração capitalista da CEE/UE e a 20 anos de euro interromperam e reverteram em importantes aspectos o rumo democrático e progressista aberto com a Revolução de Abril: os sectores básicos e estratégicos da economia nacional estão de novo nas mãos do grande capital e o País encontra-se submetido às imposições da União Europeia – que, lembre-se, não é neutra, antes se constitui como um instrumento ao serviço dos interesses dos monopólios e de grandes potências.

Portugal tornou-se, assim, num país largamente dependente do estrangeiro, com uma estrutura produtiva fragilizada, elevada taxa de precariedade laboral, salários baixos e serviços públicos degradados. Não por qualquer inevitabilidade ou pela «pobreza natural» do País de que falava Salazar, mas por opções políticas de PS, PSD e CDS ao serviço de interesses concretos – o dos grandes grupos económicos e financeiros nacionais e estrangeiros.

É este caminho de declínio e submissão que os comunistas e seus aliados na CDU se batem por interromper, nas instituições em que estão representados como na acção política de todos os dias. É por isso que as eleições de 26 de Maio para o Parlamento Europeu constituem um momento a não perder para, com o voto na CDU, afirmar a defesa dos interesses nacionais, que são os dos trabalhadores e do povo, romper com a dependência e submissão que impede o desenvolvimento do País e afirmar um rumo alternativo, patriótico e de esquerda. Contribuindo assim, decisivamente, para a construção de uma Europa dos trabalhadores e dos povos, uma Europa de direitos, paz e cooperação.