Questões colocadas por Francisco Gonçalves no período destinado à intervenção dos munícipes.

Salão Nobre dos Paços do Concelho, Arouca – 26/04

Muito Boa Tarde,
Senhor Presidente da Assembleia e restante Mesa,
Senhora Presidente da Câmara e Senhores Vereadores;
Senhores Deputados Municipais,

(Estou certo que a barreira existente entre o público e os eleitos destina-se apenas ao controle dos fluxos nesta sala. Não poderia ser de outra forma, tantos são os cravos vermelhos nas mesas.)

Senhora Presidente da Câmara,

Gostava de lhe colocar duas questões sobre mobilidade, a primeira relacionada com o transporte público e a segunda mais com o particular.

O recentemente anunciado passe único é uma medida muito importante, tanto pelo impacto no rendimento das famílias como pela questão ambiental, uma vez que valoriza o transporte público em detrimento do particular.

Claro está que, para além do preço, agora, necessita do seu alargamento a todo o país e de reforço do investimento público nesta área. Aqui em Arouca subsistem problemas ao nível da oferta, nos horários e carreiras disponibilizados e na não existência de ligação directa ao Porto.

A questão que lhe queria colocar é se, nas reuniões com os operadores privados, estas questões da oferta têm sido ou vão ser levantadas?

A segunda questão está relacionada com a Variante e com a pouco edificante novela em torno da ligação entre Escariz e a A32, pois por muito boa que seja a oferta de transporte público haverá sempre necessidade (dos arouquenses que trabalham fora do concelho ou dos que residem fora do concelho e trabalham em Arouca) de recurso ao transporte particular.

Pertenço àqueles que entendem que a Variante só será concluída quando o Investimento Público for retomado, o que não acontecerá com políticas de défice zero.

 Aliás, tenho um amigo que me disse, há dias:

– Estás em Arouca há mais de vinte anos e já na altura se falava na Variante, ainda vais para a reforma (daqui a vinte anos) com a obra por fazer.

Quero crer que não, mas de facto todas estas promessas não cumpridas, o  faz / não faz,  o adia / não adia não ajudam nada.

Senhora Presidente, a pergunta é muito simples, afinal o que é que se passa?

   

Muito Obrigado.

Votos de bom trabalho!