Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Arouca

Segundo apuramos, devido à recusa de reunião com delegação de trabalhadoras e seus representantes sindicais, por parte da Mesa Administrativa, as trabalhadoras da Misericórdia de Arouca levaram a cabo uma vigília junto às instalações daquela Instituição, na tarde da passada sexta feira, dia 15 de Março, com o objectivo de divulgar e sensibilizar todos os trabalhadores e população para a situação laboral que vivem.

As trabalhadoras lutam por ver reconhecido o direito à progressão na carreira, à actualização dos seus vencimentos de acordo com a sua antiguidade, a serem classificadas nas categorias profissionais que correspondem ao trabalho e funções que realmente exercem, à fixação de horários de trabalho que lhes permitam conciliar a vida profissional com a sua vida familiar, bem como a auferir o devido valor pelo trabalho prestado, nomeadamente no que se refere ao trabalho em dias feriados e ao número de dias de férias. Lutam ainda para que lhes seja aplicado o Acordo Colectivo de Trabalho em vigor na generalidade das Misericórdias Portuguesas.

Para levar a bom porto as suas reivindicações é fundamental para estas trabalhadoras a manutenção e reforço da unidade e organização sindical. Só a luta organizada pode garantir o respeito pelos direitos de quem trabalha.

A Santa Casa da Misericórdia de Arouca, instituição com variadas valências de elevado impacto a nível local, tem a obrigação e a responsabilidade social de respeitar os direitos dos seus trabalhadores. Uma responsabilidade, em primeiro lugar, da Mesa, do Provedor e demais órgãos sociais, nomeadamente da Mesa da AG, não podendo continuar a agir em piloto automático, como se estivesse “tudo bem” e “nada se passasse”.

A Comissão Concelhia de Arouca do PCP expressa a sua solidariedade às trabalhadoras da Misericórdia de Arouca em luta por trabalho com direitos e apela à solidariedade de todos os trabalhadores arouquenses.

 

Arouca, 18 de Março de 2019

A Comissão Concelhia de Arouca do PCP