Contrariando os alarmantes dados da Fundação Mundial da Vida Selvagem (WWF), segundo os quais 30% dos vertebrados terrestres estão em vias de extinção em virtude dos seus habitats naturais, uma espécie que se encontrava em acelerado declínio tem-se multiplicado exponencialmente nos últimos tempos.

Trata-se dos criacionistas, vertebrados terrestres que não acreditam na evolução e estão convencidos de que resultaram de alguma criação divina. Com o desenvolvimento do seu habitat natural, o obscurantismo, a espécie tem-se desenvolvido por toda a parte, com especial incidência nos Estados Unidos (Casa Branca incluída) e em algumas zonas pantanosas na Europa (Itália, Polónia, Áustria, Holanda, entre outras).

Em Portugal, depois desta espécie ter tomado, temporariamente, de assalto o Sporting e o PSD “habituais habitats naturais para leões e tias respectivamente”, faz agora do governo da nação seu instrumento biológico, o qual já anunciou a substituição da teoria evolucionista dos programas escolares e dos códigos oficiais (Código do Trabalho inclusive), por «não estar provada cientificamente a sua compatibilidade orçamental».

De facto, segundo o Génesis, estudo científico publicado pela Bíblia, foi Deus quem criou as plantas (3º dia), os peixes e as aves (5º dia) e répteis e feras e animais domésticos (6º dia, o mesmo dia em que foram criados os criacionistas). Darwin, trabalhadores da Função Pública e demais bactérias é que terão resultado (pois lê-se o Génesis de ponta a ponta e estes não constam) da evolução.

Deve ser por isso que o tempo do trabalho de tais bactérias (tendo estado por algum tempo, mas não deixando de evoluir nesse mesmo tempo entretanto), agora  sejam completamente desconsideradas por este mesmo governo. 

 

Álvaro Couto