Portugal é contribuinte líquido para a União Europeia?

Ou seja, ao contrário da propaganda sobre os milhões que chegam da “Europa” Portugal nos últimos 6 anos viu entrar 25 mil milhões de fundos comunitários e saírem 36 mil milhões em juros à troika.

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O Tratado Orçamental que PS, PSD e CDS aprovaram no Parlamento Europeu e ratificaram na Assembleia da República é um verdadeiro colete-de-forças ao desenvolvimento do País?

Que a imposição do limite da dívida em 60 % do PIB, a fixação de um tecto para o défice de 0.5% justificaria, se Portugal e os portugueses não renunciassem a ele, que nas próximas décadas persistiria mais cortes nos salários, mais cortes no acesso à saúde e à educação, mais restrições nos apoios e protecção sociais.

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PS, PSD e CDS estiveram contra um referendo quando entramos no euro?

Que aqueles como PS, PSD e CDS vêm agora dizer que nestas eleições não é para falar dos dramáticos problemas sociais mas sim de falar sobre a “importância da União Europeia” são os que, quando PCP propôs uma consulta popular por via do referendo, recusaram ao povo português o direito de se pronunciarem sobre a adesão à moeda única ou a ratificação dos Tratados que amputaram a soberania do País.

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Os deputados do PCP foram os únicos que votaram contra o novo estatuto remuneratório do Parlamento Europeu?

Os eleitos do PCP, e da CDU, têm um reconhecido percurso de recusa de benefícios e privilégios pelo exercício de cargos públicos. É essa a atitude que pauta também no PE a intervenção dos nossos eleitos como o comprova o facto de terem rejeitado o nivelamento por cima que o Parlamento Europeu instituiu.