INTERVENÇÃO DA

ORGANIZAÇÃO CONCELHIA DE AROUCA

 

Camaradas,

Arouca é mais um exemplo, no distrito e no país, do esquecimento a que foi votado o interior, apesar de distarmos, apenas, 50 km do mar e 60 do Porto  e  de Aveiro.

Apesar do discurso político dos nossos adversários locais, PS, PSD e CDS, centrado no passa culpas da não construção da Variante de ligação ao litoral, de facto uma injustiça para com as gentes de Arouca, temos ideia de que o que nosso concelho necessita é de uma política de desenvolvimento que combata a desertificação, problema maior lá pelas bandas da Freita.

Perdemos população, de 24.028 residentes em 31 de Dezembro de 2002 passámos para 22.002, em 2012, de 261 nascimentos em 2002 passámos para 181 dez anos depois, de 48 escolas EB 1 em 2002/2003 passamos para as 13 actuais – apesar da renovação do parque escolar -, vimos as 20 freguesias do concelho dar lugar a 16, assistimos, recentemente, ao caricato caso, de ter, num dia de Fevereiro, o Serviço de Urgência Básica aberto, mas sem médicos ao serviço e estamos no grupo dos três concelhos   do distrito com mais baixa remuneração média.

Porque vão embora os filhos da terra? Ouvimos vozes famosas apelando ao regresso à agricultura e ao sector primário. Vozes, por certo, calejadas pela experiência dos campos e da floresta. Todos nós, camaradas, imaginamos Cavaco, boina na cabeça, ordenhando com perícia ou Poiares Maduro, cabelo ao vento, ao volante do tractor, arrastando madeira nas encostas do Paiva.

Porque fogem os portugueses do interior se é tão aliciante o mundo rural? Arriscamos uma resposta: se calhar é por não encontrarem as oportunidades, o rendimento e o bem estar que aspiram para si e para os seus.

Por isso, no 2º caderno temático do PCP – Arouca, “Desenvolvimento, Ambiente e Recursos Naturais”, de Junho de 2013, avançámos com algumas ideias. Ideias para desenvolver o concelho, preservando e rentabilizando o património diverso que os 329 km2 de área nos dão: ordenar a floresta; revitalizar as aldeias serranas, desconcentrar os serviços públicos de saúde e de educação, promover o associativismo, despoluir e cuidar os rios, recuperar a pesca e a caça, criar uma carta de potencialidades agrícolas que identifique as produções mais rentáveis e adequadas, instituir regras de boa ocupação urbana, fomentar a preservação da raça arouquesa e recuperar a diversidade da gastronomia local. Tudo isto cabe dentro de uma velha reivindicação do PCP, a da criação de um gabinete da Serra da Freita que potencie toda a riqueza deste território.

O trabalho do Partido tem-se vindo a consolidar desde 2010, lançámos dois cadernos temáticos, o que já referimos e um sobre o parque escolar do 1º ciclo, uma reflexão sobre a regeneração do centro histórico de Arouca, um blogue a chegar aos 100.000 acessos, a participação em todas as campanhas de informação do PCP, as comemorações anuais da Revolução de Abril, a participação na imprensa local com artigos e comunicados e a intervenção nas assembleias municipais no período destinado aos munícipes. Foi o reconhecimento de todo esse trabalho que possibilitou ficarmos a 83 votos de eleger um deputado municipal nas autárquicas 2013. É este trabalho, os quatro recrutamentos de 2013, que nos dá alento para, com os valores de Abril, lutarmos por um PCP mais forte em Arouca.

 

Viva a IX Assembleia Regional de Aveiro do PCP!

Viva o Partido Comunista Português!

Viva Portugal!