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A revista “Visão” electrónica teve a amabilidade de me enviar um mail com uma lista de cinco das obras mais maradas do “jardinismo”. Lá está o túnel cujo único resultado até hoje foi a destruição de um lençol freático que, desde há cinco anos corre diretamente para o mar, desperdiçando milhões e milhões de litros de água doce. Lá está a marina milionária… sem um único barco, mas já várias vezes reconstruída, etc., etc.

Se tivessem dado mais uns passos, teriam visto o espantoso “helioporto” – como Jardim lhe chama – onde, segundo consta, nunca se viu nenhum “heliocóptero”  (provavelmente, porque não existem); teriam visto igualmente as grandes e arejadas “zonas industriais”, em que não se vislumbra nenhuma empresa…

A “Visão” falava, à hora a que foi para as rotativas, do buraco de dois mil milhões. Não tinham ainda ouvido Jardim, que aproveitou para chamar à dívida uma “coisinha de nada”, admitir que, entre a escondida e a que tem o rabo de fora, a tal dívida deve ultrapassar os cinco mil milhões de euros. Mais umas horas e poderiam mesmo ter ouvido o novo  apelo/provocação à independência da Madeira.

Não tenho grandes comentários a fazer, até porque não sei o que possam ser cinco mil milhões de euros; mas, meus amigos e amigas… aquilo vai muito para lá do “fazer obra”; aquilo é obrar! Em tudo e todos.

in “O Cantigueiro”