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Ao final do dia de ontem foram chegando pormenores da comunicação do ministro das finanças. Aí se viu todo um programa, virado para a espoliação de quase todos para o enriquecimento de uns tantos. Conforme as “novidades” foram surgindo, reveladas pelo ministro, com aquela cara de tótó, de quem ainda não descobriu que não consegue ter graça, por mais que tente… foram-me sugerindo algumas reflexões, forçosamente prejudicadas pela minha falta de conhecimentos de alta economia.

Assim interpretou o genial Vítor Gaspar a frase de Passos Coelho. Ele disse “desvio”… depois houve umas palavras… não se sabem bem quais… e “colossal”, o que quer dizer que o desvio vai dar um trabalho colossal. Esta é uma “interpretação” que coloca Vítor Gaspar ao nível dos melhores números de “palhaço trapalhão”.
Claro que, como seria de esperar, para além de não ter sido anunciada uma medida que fosse, tendente a promover o emprego e reanimar a economia… a “culpa” da recessão e do desemprego é… de quem, de quem? Claro que é dos próprios desempregados e das famílias que não têm liquidez para consumir.
E acusa muito bem! O nosso amigo Agostinho Lopes foi até bastante económico com as palavras.
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E porque haveria de não isentar?! Não foi exatamente isso que ele foi fazer para o Governo? Não são essas exatamente as ordens que tem?!
Tudo isto, como devem calcular, foi progressivamente aumentando o meu nível de reação alérgica, o que, para não ir mais longe, me faz resumir a coisa desta maneira:
Mesmo os grandes canalhas, de uma forma geral, têm sempre alguma qualidade… ainda que não seja evidente, ainda que seja preciso procurar com redobrado afinco.
Estes que agora nos governam, têm pelo menos uma “qualidade” bastante evidente: Nem se dão ao incómodo de esconder ao serviço de quem estão. Não têm o menor pudor em assumir-se como lacaios do poder do dinheiro e daqueles que o detêm.
Resta-nos ajudar a esclarecer aqueles que o não conseguem ver, insistir muito (e pacientemente) com aqueles que não querem ver… e combater os outros. Convenhamos que é uma tarefa de monta!

in “Cantigueiro” a 15 de Julho