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Mais de cinco mil apoiantes da CDU demonstraram na arruada pelas ruas do Porto, do largo da cordoaria ao largo do Cais da Estiva, que é possível o povo português optar por uma alternativa patriótica e de esquerda que resgate a independência e a soberania nacional e garanta um futuro com direitos e dignidade. Foi o início oficial da campanha eleitoral da CDU.

Encabeçada pela Orquestra Ligeira de São Pedro da Cova e ao som de A Internacional, do Hino do MFA, Venceremos e Vozes ao Alto e empunhando coloridas bandeiras da CDU e das forças que integram a coligação, Jerónimo de Sousa, o cabeça de lista pelo distrito, Honório Novo, o vereador da CDU, Rui Sá e restantes candidatos e dirigentes do PCP, do PEV e da ID foram entusiasticamente encorajados por uma população que os saudou e desejou o melhor resultado possível para a coligação.
Entre abraços e cumprimentos vindos de janelas e lojas de comércio local, foi com enorme entusiasmo que a rua se encheu com a palavra de ordem, «o FMI não manda aqui».

A meio da arruada, em declarações à imprensa, o Secretário-Geral do PCP explicou como havendo convergência no apoio ao pacote de medidas imposto pela «troika» da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, deixará de haver possibilidade de se manter a alternância entre o PS e a direita no poder, como nos últimos 35 anos, salientando que desta forma abrem-se forte perspectivas para o reforço na única força política que apresenta um programa alternativo que valorize os trabalhadores, o povo e a capacidade produtiva do País.
Chegados ao Cais da Estiva, onde teve lugar um comício, antes de Jerónimo de Sousa intervieram o vereador da CDU no Porto, Rui Sá, o presidente da Intervenção Democrática, João Corregedor da Fonseca, o deputado do Partido Ecologista “Os Verdes”, José Luís Ferreira e o deputado da CDU e cabeça de lista num distrito com 200 mil desempregados e mais de cem mil crianças que perderam o abono de família, Honório Novo apelaram ao voto na CDU e apresentaram um balanço do trabalho desenvolvido pela coligação em prol da população portuense e dos seus interesses e direitos.
Considerando que «um aumento dos salários é fundamental para a melhoria da situação social», Jerónimo de Sousa lembrou o aumento das dificuldades, também para os micro, pequenos e médios empresários, salientando a proposta da CDU de aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 euros, em 2013.
«A solução não passa por aceitar um pacto de submissão que é um programa comum dos três partidos , PS, PSD e CDS, ditado pela “troika” e a ingerência do FMI. «Têm tanto medo da força dos trabalhadores que estão ajuntar-se», considerou. Alertando para a destruição de direitos que aqueles partidos pretendem aplicar, o Secretário-Geral do PCP afirmou que «já não se está perante um exercício de propaganda mas um de hipocrisia e de mentira», acusou, relembrando que aqueles três partidos assinaram um programa que impede o desenvolvimento».
Votar contra ou a favor dos seus interesses é o desafio posto ao povo português nestas eleições, considerou, lembrando que o empréstimo cedido a Portugal terá efeitos semelhantes aos prestados à Grécia e à Irlanda».
Reclamando investimentos na produção nacional, que sejam criadores de emprego e de riqueza, garantiu que «o povo lutará contra quem assinou um pacto que abdica da independência e da soberania nacional, reclamando o abandono «desse miserável pacto».

Sempre com o povo

Honório Novo lembrou o intenso trabalho dos eleitos da CDU em prol do desenvolvimento do distrito e dos direitos das populações, recordou projectos parados por culpa dos planos de austeridade dos PEC e dos Orçamentos de Estado no distrito. «O povo trem nestas eleições duas opções. Manter o modelo PS/PSD/CDS, assente na exploração do trabalho, ou vota4r CDU, em defesa do trabalçho e dos trabalhadores».
«Ao ver aqui tanta gente temos a certeza que iniciámos esta campanha com toda a confiança num grande resultado», considerou Rui Sá, lembrando que a coligação PSD/CDS no Porto «demonstra bem o que seriam no Governo». Salientando algumas medidas anti-populares cometidas por aquele executivo camarário, como o brutal aumento das rendas nos bairros sociais, nos últimos seis anos,, o encerramento do Mercado do Bom Sucesso, condenou os «jobs for the boys» em cargos de gestão nas empresas municipais, salientando que «o PS concorda, no fundamental com todas essas medidas, como com a destruição do Bairro do Aleixo», concluindo que «somos os eleitos que não viram as costas à população e que dão voz às suas aspirações».
Corregedor da Fonseca explicou os motivos para se votar CDU, afirmando que esta tem «propostas realistas que são um contributo muito sério para uma verdadeira alternativa à política de direita».
Considerando que «esta crise tem responsáveis», e apontando-os como o PS, o PSD e o CDS, José Luís Ferreira apelou ao eleitorado para que «não deixe que a culpa morra solteira» e condene a política desenvolvida por aqueles partidos nos últimos 35 anos, responsabilizando o Governo PS por «remeter para segundo plano o ambiente, atrás dos interesses económicos», condenando de forma veemente a intenção de privatização da água.