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A mentira descarada e despudorada, propalada aos quatro ventos, é o sinal de marca da troikade partidos – PS, PSD e CDS – que nos desgovernam há 35 anos.

Há um ano, finais de Março de 2010, era aprovado na Assembleia da República o dito Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC 1). Na altura os partidos do chamado «arco do poder» aldrabaram-nos conscientemente. Disseram e escreveram que o PEC 1 era para reduzir o défice e baixar as taxas de juro que os chamados mercados financeiros nos estavam a cobrar (então entre 3 e 4%).

Isto quando sabiam perfeitamente que se multiplicavam os sinais de um rápido agravamento da crise do sistema capitalista. Quando conheciam, ao pormenor, que os muitos milhares de milhões entregues pelos governos à grande finança tinham apenas sustido temporariamente o colapso e preservado os lucros. Mas sem resolver os problemas de fundo. E, além disso, criando um novo factor de crise: o endividamento incomportável da generalidade dos estados. Sabiam, mas esconderam a realidade e mentiram-nos.

Os comunistas portugueses, pelo seu lado, falaram a linguagem da verdade. Como sempre fizeram, fazem e farão. O PCP previu e preveniu que o PEC seria o «desastre económico e social do País». Afirmou e demonstrou que «O que o Governo apresenta não é um programa de estabilidade, nem de crescimento, mas sim um programa de instabilidade, de retrocesso e de declínio nacional». Na Assembleia da República foi assumido que o PEC 1 «deixará o País em 2013 em situação ainda pior do que aquela em que está hoje». Pouco mais de 1 ano passado a realidade aí está a dar-lhes razão.

Ao mesmo tempo, o PCP apresentou propostas e políticas alternativas que, a terem sido aprovadas e aplicadas, hoje a situação económica e social do País estaria bem diferente. Para melhor.

E a mentira continua. Por estes dias, falam em «ajuda» do FMI/BCE e União Europeia a Portugal e aos portugueses. Só que os objectivos do «Acordo» não deixam margem para dúvidas:

Impor brutais sacrifícios aos mesmos de sempre, aos que não têm a mínima culpa na situação existente. Aumentar as benesses aos mesmos de sempre, aos que estão na origem da crise e que dela sempre têm retirado lucros fabulosos.

É tempo de as políticas de mentira darem lugar a políticas de verdade. Em política, como na vida, existem sempre alternativas. Votar CDU no dia 5 de Junho é o melhor caminho para começarmos a retirar Portugal do atoleiro em que o mergulharam.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In Jornal do Centro – Edição de 13 de Maio de 2011