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O debate entre Jerónimo de Sousa e Passos Coelho revelou ainda mais o programa comum que PS, PSD e CDS apresentam a estas eleições. Nem “as resmas de papel” das propostas do PSD conseguem ocultar que, no essencial, são as medidas do pacto de submissão e agressão ao povo e ao país que constituem o efectivo compromisso deste partido com os interesses dos grupos económicos e financeiros.

Tal como Jerónimo de Sousa sublinhou, PS, PSD e CDS, estão juntos no rumo de desastre nacional que está em curso há mais de três décadas. Juntos na ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, juntos no roubo dos salários, juntos no pacote de privatizações, juntos na ofensiva contra o Serviço Nacional de Saúde, juntos no processo de abdicação nacional face às imposições da União Europeia.

Um debate que permitiu ainda reafirmar um rumo alternativo para o país que o PCP e a CDU propõem. Uma resposta assente na necessidade da imediata reestruturação da divida pública – agora e não quando o país estiver de joelhos. Uma resposta que promova e valorize a produção nacional, que vá buscar dinheiro aonde ele está, aos lucros dos grupos económicos e financeiros, que ponha fim ao processo ruinoso de privatizações e aponte o caminho do reforço do Estado nos sectores estratégicos da economia.

Com Jerónimo de Sousa referiu na mensagem final “Portugal não é um país pobre”. O país tem recursos e potencialidades a começar pelos trabalhadores. Riquezas importantes no mar, na agricultura, na indústria que, se forem postas ao serviço do país, podem inverter o rumo de retrocesso e declínio e abrir caminho a uma vida melhor.

Ninguém é dono dos votos do povo português. Deste povo que mais cedo do que tarde saberá, pela sua luta, e também pelo seu voto na CDU, encontrar o caminho para a mudança que o país precisa.