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Pode parecer uma irónica e superior forma de agradecimentos dos principais bancos privados portugueses pela prontidão com que o Estado, com o nosso dinheiro, se prestou a acudir-lhes quando eles estavam borrados de medo com a ameaça do “efeito dominó” das falências que alastravam pela banca… mas não é nada disso.
Na verdade, os mais destacados filhos da… economia de mercado, que estão à frente desses bancos, obedecem tão somente a uma coreografia executada ao milímetro. Agora chegou a vez de os bancos privados cortarem o crédito ao Estado… só que não se ficam por aí: exigem coisas. Querem mostrar, sem lugar para dúvidas, quem manda realmente no país, decidindo quando deve o Estado pedir empréstimos, a quem os deve pedir, quanto deve pedir.
Entretanto, os “operacionais da máfia” vão apertando o garrote que “justifica” todas as medidas de austeridade impostas e, não vá o diabo tecê-las, ou o povo nas urnas decidir escolher algum novo Governo “esquisito”, vão desde já avisando que «se o novo Governo parecer menos empenhado com a consolidação orçamental», poderão descer ainda muito mais os ratings… o que, depois de traduzido, quer dizer: «Se ousarem eleger um Governo não seja dos “nossos”, daremos cabo de vós!»
Talvez eu seja um sonhador… mas se, pelo menos e para já, os países mais afetados por este massacre da ganância dos mercados, como Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha e outros, ganhassem coragem e se juntassem de facto para lhes dar um berro a sério… e lhes mostrassem o punho cerrado bem à frente da cara… e mudassem de rumo
in “Cantigueiro” a 5 de Abril