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Têm vários “comandos” organizados. Vão-se revezando nas manobras de preparação dos sucessivos assaltos às economias, vencimentos e pensões dos portugueses e trabalhadores de todo o mundo. Desta vez (mais uma vez) é a Standard & Poor’s a cortar o rating de cinco bancos portugueses, na sequência do corte antes infligido à República.
Os cortes perpetrados contra a República são, normalmente, justificados pela dimensão da dívida… e pelas “dificuldades” que os bancos têm para conseguirem financiar-se nos “mercados”. A seguir, num ciclo vicioso, corta-se o rating aos bancos, porque a República ficou com maiores problemas… e depois dos bancos, novamente à República… e isto até ao limite… até que dê.
E assim, um punhado de vulgares ladrões, verdadeiros gangsters que ninguém elegeu para coisa nenhuma, vão esgotando a seiva e a energia que poderiam ajudar a recuperar a economia e o tecido social de países inteiros… até à última gota. Quando a seiva se esgota, viram-se para outra qualquer vítima.
E é perante estas quadrilhas organizadas em “mercados” que se curvam os governantes e aspirantes a governantes. Perante este continuado roubo, do qual alguns por cá, apesar do ar compungido, também lucram, a única “atitude” que ensaiam perante os “mercados”… é a tentativa de os “acalmar”, oferecendo-se diariamente para fazer a colecta do roubo.
E é desta forma que os “mercados” e o punhado de anónimos que os controlam, financiam guerras que lhes permitem apropriar-se das matérias primas de meio planeta, que irão financiar o seu estapafúrdio nível de vida que nenhuma atividade honesta poderia alguma vez sustentar. Entretanto, os governantes e aspirantes a governantes, se “servirem bem e fielmente”, poderão igualmente aspirar a uns lugares nos conselhos de administração dos muitos “braços armados” que os “mercados” têm espalhados pelo mundo.
Uns e outros deveriam ter lugar garantido, não em conselhos de administração nem em governos… mas na prisão! Só que, para isso… seria preciso mudar o mundo…
 in “Cantigueiro” a 28/03/2011