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Esta semana foi a estrondosa cambalhota do BE, tremendo por lhe poder fugir o mediatismo sem o qual lhe custa viver e (aparentemente) lutar.

Na semana passada foi a redução do número de deputados, tema lançado na praça pública por um ministro convenientemente desalinhado do seu partido e do seu governo… Esta semana foi a estrondosa cambalhota do BE, tremendo por lhe poder fugir o mediatismo sem o qual lhe custa viver e (aparentemente) lutar.

Pelo meio ficaram declarações de Jerónimo de Sousa, reafirmando que as políticas do Governo e as novas ameaças de facilitar os despedimentos, de aumentar a idade da reforma ou de passar a subir os salários sempre abaixo da inflação, motivam a oposição dos portugueses e são merecedoras de censura.

As políticas deste Governo não são de esquerda, por isso são suportadas por toda a direita e extrema-direita parlamentares, do PSD ao CDS-PP. E não é por puxar dos galões partidários e se dizer de esquerda e defensor do Estado Social que, por artes mágicas, se altera a natureza das políticas ou se modifica o conteúdo do que por aí anuncia como acordo histórico europeu, [e que mais não é que nova imposição de Berlim para transformar Portugal numa espécie de protectorado].

Por isso – hoje, tal como na semana passada – existem todas as razões para censurar este Governo e as suas políticas. Por isso – hoje, tal como na semana passada – tem toda a utilidade política censurar este Governo e as suas políticas. Por isso – hoje, tal como na semana passada – as políticas de direita suportadas pelo PSD e pelo CDS, mesmo que praticadas por alguém que se diz de esquerda, tem que ser erradicadas para o Povo ter a possibilidade de encontrar outros caminhos.

Ao contrário do que diz José Sócrates, o mundo não muda em quinze dias. O mesmo se pode dizer do que o BE disse e diz sobre moções de censura: não se pode mudar tanto de opinião no espaço de apenas sete dias.

in JN de 14 de Fevereiro de 2011