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Passos Coelho e o seu grupo de dilectos lá meteu a “viola no saco” e acabou por dar o aval ao “orçamento dos banqueiros”. Não foi Ferreira Leite nem Catroga que o convenceram, adeptos que já eram da abstenção sem negociação. Não terá sido só Cavaco Silva, apesar de se autoproclamar salvador da pátria e patrocinador de um orçamento que vai levar à recessão e aumentar a pobreza. Quem convenceu Coelho foi o apertão dos quatro banqueiros que lhe foram dizer o que devia fazer para o sistema continuar a lucrar ao ritmo de 4 milhões de euros por dia; quem o convenceu foi o raspanete da Sra. Merkel, (ainda antes da foto-família entre Catroga e Teixeira dos Santos), lembrando-lhe que os interesses do directório europeu e dos grandes grupos são mais importantes que as encenações domésticas com o Eng. Sócrates.

Por isto tudo, Ricardo Salgado, dono do BES e integrante do “bando dos quatro banqueiros” disse que tinham “feito as coisas bem” para promover o acordo PS/PSD.

Depois de meses a inventar divergências com Sócrates, Passos Coelho nem sequer voltou a pedir desculpa aos portugueses: “descobriu” o interesse nacional e a situação dos mercados e até permitiu que Ferreira Leite defendesse “o OE dos mercados” tão bem quanto Sócrates já o tinha feito.

Assim se chega ao consenso total entre PS e PSD, o dos acenos de Sócrates e Ferreira Leite, o dos aplausos acríticos da bancada do PSD. Assim se “decreta” a teoria da inevitabilidade, a estafada e reaccionária comparação entre economia nacional e doméstica, a tese do “tem de ser” que faz lembrar os tempos em que não valia a pena contrariar o poder instalado. Apesar disso houve um 25 de Abril, em 1974. Como também hoje existem alternativas e a esperança do País sair do beco em que o meteram!…

 

in Jn de 8 de Novembro de 2010