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Entra hoje em vigor o projecto-piloto do Banco de Terras que tem como missão desenvolver o arrendamento rural, através da mediação imobiliária e do banco electrónico de terras, e que irá gerir a oferta e a procura de terrenos para cultivo.

O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas presidiu, ontem, à assinatura do protocolo de colaboração entre o Ministério da Agricultura e a Associação de Desenvolvimento Rural, Mútua de Seguros e Multi-Serviços (Mútua de Basto/Norte) que visa a criação e gestão do Banco de Terras, um documento válido por dois anos.

Combater o abandono das terras agrícolas, fomentar a instalação de jovens agricultores e incentivar o arrendamento agríco- la são os objectivos inerentes ao protocolo rubricado na sede da Mútua de Basto/Norte, em Cabeceiras de Basto.

“Este é um projecto-piloto que tem como objectivo fomentar uma articulação entre quem tem terra e não a utiliza e aqueles que procuram terra para trabalhar e não a têm”, explicou aos jornalistas o ministro da Agricultura, António Serrano, no final da visita às zonas de montanha do concelho.

“A câmara de Cabeceiras tem este projecto há algum tempo e está muito interessada em fomentar esta articulação entre os agentes económicos e nós aproveitamos este projecto para podermos, depois, alargá-lo a outros municípios, salientou o governante, afirmando que o que se pretende é a “redução das terras abandonadas e facilitar o acesso aos jovens empresários agrícolas que querem utilizar a terra”.

“Há muita terra abandonada, sobretudo no Centro e Norte do país”, lamentou o ministro.

O acesso à terra tem sido “a questão mais difícil”, apontou António Serrano, que espera ver a situação minimizada com o banco electrónico de terras de Cabeceiras de Basto.

Grande oportunidade

“O território do interior é uma grande oportunidade que o país tem e que não pode desperdiçar”, salientou o governante, fazendo referência ao tempo de crise que o país atravessa.

“Em Cabeceiras de Basto deve haver cerca de 4 mil hectares de terrenos incultos que produzem combustível para os incêndios”, destacou o presidente da autarquia, congratulando-se com a assinatura do protocolo entre o ministério e a Mútua de Basto, que, no seu entender, estabelece “uma relação de confiança” entre os intervenientes.

“Estamos a criar emprego, a aumentar a produção, a diminuir os riscos de incêndio e a diminuir a desertificação”, considerou Joaquim Barreto.

Dentro de seis meses, deve ser elaborado o plano de acção do Banco de Terras para a sua dinamização e operacionalização.

13 de Maio de 2010

Vera Batista Martins

in Correio do Minho