Miguel Viegas – Primeiro candidato da CDU pelo círculo de Aveiro

Em destaque

Etiquetas

A CDU vai para estas eleições para avançar, para alargar a influência nos círculos eleitorais em que elege e para disputar a eleição de deputados em círculos eleitorais onde não tem elegido deputados.

Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes, Carla Cruz, Miguel Viegas e Rita Rato vão encabeçar, respectivamente, as listas da Coligação PCP-PEV nos círculos eleitorais de Lisboa, Setúbal, Braga, Aveiro e Europa.

Miguel Viegas
Primeiro candidato da CDU pelo círculo de Aveiro
————
49 Anos
Professor Universitário
Licenciado em Medicina Veterinária e Doutorado em Economia. Mestre em Planeamento Regional e Urbano.
Exerceu a profissão de médico veterinário entre 1993 e 2011.
Em 2008 ingressou na carreira académica como docente do Departamento de Economia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro.
É fundador e dirigente do Clube de Canoagem de Ovar.
Foi dirigente da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina Veterinária.
Foi eleito na Assembleia Municipal de Ovar.
Foi deputado no Parlamento Europeu no mandato 2014/2019.
Participou em diversos movimentos de defesa dos serviços públicos.
Integra a Direcção do Sindicato dos Professores da Região Centro.
É membro da Direcção Regional de Aveiro do PCP.

Faleceu Ruben de Carvalho

É com profundo pesar que o Secretariado do Comité Central do PCP informa que Ruben de Carvalho faleceu hoje, com 74 anos, em consequência de problemas de saúde que exigiram internamento hospitalar.

Intelectual comunista, assumiu uma intervenção destacada na actividade do Partido, tendo desempenhado importantes tarefas, cargos e responsabilidades. Ruben de Carvalho teve uma vida de intervenção e de luta na resistência antifascista, no movimento associativo estudantil, abraçou com intensidade a Revolução de Abril e defendeu os seus valores e conquistas. Destacou-se no jornalismo, na imprensa e na rádio. Deixou à sociedade portuguesa um contributo de grande relevo no conhecimento da música, na sua dimensão artística, cultural e social, no plano nacional e internacional, das suas raízes populares à sua dimensão erudita.

Continuar a ler

Venezuela, em busca do pretexto – Francisco Gonçalves

Etiquetas

“Alexandria tornara-se uma fornalha de excitação. Nas mesquitas pregava-se com furor a cruzada contra o cristão: nos bazares falava-se do estrangeiro como do cão maldito, da ave de rapina pior que o gafanhoto que devora a ceara, pior que a seca do Nilo; e ou fosse o fanatismo que despertasse, ou fosse a miséria que se queria vingar – todo o bom muçulmano se armava.

Nestas circunstâncias, de uma chufa de botequim pode nascer uma guerra de raças. E, pouco mais ou menos, assim sucedeu. Na manhã do dia 11, na Rua das Irmãs, uma das mais ricas do bairro europeu, um inglês, por um velho hábito, deu chicotadas num árabe; mas contra todas as tradições, o árabe replicou com uma cacetada. O inglês fez fogo com um revólver. Daí a pouco o conflito entre europeus e árabes, em pleno furor, tumultuava por todo o bairro… Isto durou cinco horas – até que, por ordens telegrafadas do Cairo, a tropa, até aí neutral, acalmou as ruas. E o resultado, bem inesperado mas compreensível, desde que se sabe que os árabes só tinham cacetes e que os europeus tinham carabinas – foi este: perto de cem europeus mortos, mais de trezentos árabes dizimados. Os jornais têm chamado a isto o massacre dos cristãos: eu não quero ser por modo algum desagradável aos meus irmãos em Cristo, mas lembro respeitosamente que isto se chame a matança dos muçulmanos”

Cartas de Inglaterra, Eça de Queiroz

 

Para olhar a novela jornalística “Venezuela”, agora em descanso mediático, talvez seja um bom ponto de partida a peça “Os ingleses no Egipto”, parte das “Cartas de Inglaterra”, de Eça de Queiroz, particularmente o episódio do “massacre dos cristãos”, o pretexto que serviu para reduzir a escombros Alexandria, às mãos do almirante Seymour, cumprindo ordens do chanceler Gladstone.

Século vinte corrido, mais uns milhões de humanos tombados nos  horrores  da guerra, a humanidade tende a não aceitar bem os brutais sacrifícios das grandes guerras.  Mas há razões diferentes para isso, os povos atacados pelo sofrimento em si, os povos   dos atacantes pela consciência do sofrimento causado,  o mundo do business porque uma guerra em larga escala e em economias desenvolvidas ou em vias de desenvolvimento não é bom para o negócio.

Isto obriga os países dominantes e com pistolas grandes a justificar a guerra como demanda do bem contra o mal, de alimentar a ideia de que há bombas inteligentes, tão inteligentes que só matam maus e a conter a escala das guerras, preferencialmente circunscrevendo-as  a conflitos  locais.

Continuar a ler

A Bolsa ou vida – Jorge Seabra

Etiquetas

9863

«Hoje em dia as pessoas já não respeitam nada. Dantes, punham-se no pedestal, a virtude, a honra e a lei… A corrupção está a minar este país. A virtude, a honra e a lei esfumaram-se das nossas vidas».

Quem pronunciou estas palavras impregnadas de seriedade e revolta, foi o conhecido gangster Al Capone, em entrevista à revista americana Liberty, em 1931, dias antes de ser preso.

A citação abre o livro de Eduardo Galeano De pernas para o ar – a escola do mundo às avessas (Editorial Caminho, 2002), e mostra como as palavras e o engano são fáceis quando não se ligam à realidade.

Ouvimos repetidamente denúncias como esta sobre o que se passa no nosso país.

Acusações contra a falta de honra e de valores explodiram a propósito da megalómana verba de mais de mil milhões de euros emprestados, sem garantias seguras, pela banca (CGD, BES e BCP) a Joe Berardo, personagem que parece saída de uma peça de teatro, protótipo de «chico-esperto» que alcançou o sonho americano do sucesso.

Ao monumental empréstimo que lhe foi concedido para especular, Joe junta as rocambolescas habilidades dos seus advogados para não cumprir o pagamento da dívida, afirmando não ter nada em seu nome.

É, no entanto, o (des)assumido dono da colecção de arte que orgulhosamente ostenta o seu nome, «emprestada» ao Estado para ser mostrada aos turistas que visitam uma das montras douradas da nossa capital, o Centro Cultural de Belém.

Para Galeano, esta história seria, seguramente, uma nova mostra de que o mundo parece estar às avessas.

Até porque, os principais responsáveis por tão espantosa queima de dinheiro (banqueiros, supervisores, governantes, media e companhia), são alguns dos que mais enrouquecem a protestar contra tal escândalo, reproduzindo a seriedade moral da denúncia de Al Capone.

Continuar a ler

Fascismo económico – Luís Carapinha

A deterioração da relação entre os EUA e a China continua a marcar a situação internacional, acrescentando incerteza e pessimismo às perspectivas da economia mundial, confrontada com a probabilidade de uma nova recessão. Mais de um ano de negociações entre os dois países não estancaram a progressão da guerra comercial, desatada pelos EUA ao abrigo da incomportável America First. Quando a possibilidade de um acordo se afigurava próxima, o agravamento abrupto por Washington, em Maio, das taxas de importação aplicadas à China levou à suspensão das negociações.

A disputa comercial constitui apenas o primeiro manto do choque entre as duas maiores economias do mundo, cujo volume de comércio bilateral em mercadorias e serviços ascendeu em 2018 a mais de 750 mil milhões de dólares, sendo cada um dos dois países o maior parceiro comercial do outro. A Casa Branca não só ameaça agora taxar a totalidade das exportações chinesas, como elevou a parada da confrontação com inauditas medidas discriminatórias, visando a Huawei, o maior fornecedor de equipamentos de telecomunicações do mundo e líder da tecnologia 5G.

O desvelar da guerra tecnológica contra a China, a tentativa de chantagear Pequim e de imposição de vantagens unilaterais a qualquer custo expõem a postura predadora do imperialismo norte-americano e da Administração Trump. Reconhecendo na China um ‘adversário formidável’ à sua hegemonia e auto-direito de excepcionalidade, os EUA apostam tudo na contenção e descarrilamento do desenvolvimento do país asiático.

Continuar a ler

União desunida e alheada – José Goulão

O instantâneo da União Europeia obtido pelas eleições para o Parlamento Europeu é o de uma entidade cada vez mais desunida e desafinada, incapaz de cativar metade dos eleitores, chocando o ovo da serpente nazifascista e onde os fundamentos do próprio poder, tal como tem existido, estão a ser seriamente corroídos. Uma caricatura de democracia.

A satisfação manifestada por vozes oficiais do Parlamento pelo facto de a abstenção ter diminuído é absolutamente ridícula e um artifício falhado em matéria de propaganda. Os 51% de afluência foram alcançados a duras penas, tendo em conta que em cerca de um terço dos Estados membros (9) a abstenção foi superior a dois terços – na República Checa superou mesmo os três quartos dos eleitores inscritos. Também é relevante para o resultado final o facto de o voto ser obrigatório em cinco países, o que não inibiu 70% dos búlgaros de violarem a lei; mas permitiu que a Bélgica e a Grécia superassem a média, caso contrário seriam situações idênticas às de Portugal.

Motivo de satisfação para os fundamentalistas do federalismo e do europeísmo apenas pode ser o facto de a afluência ser, finalmente, da ordem de grandeza da que se regista nos Estados Unidos da América, onde metade dos eleitores não vão às urnas pelo que o presidente é eleito por um quarto dos cidadãos com direito de voto. Uma democracia florescente e muito participativa.

Vem a propósito lembrar que uma taxa de abstenção como a que existe na União Europeia serve aos governos dos Estados membros e às instituições de Bruxelas para «invalidarem», por exemplo, a legitimidade das eleições democráticas e livres realizadas na Venezuela.

Seja como for, metade dos europeus ignoraram as urnas. Se isso não é motivo de inquietação para os fundamentalistas europeístas é porque, para eles, a opinião e as atitudes das pessoas não são assim tão importantes – o que já se sabia através da prática quotidiana.

Continuar a ler

Centenário do Nascimento de Mário Sacramento

A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP convida-a (o) a participar na Sessão Evocativa, que marca o início das comemorações do centenário do nascimento de Mário Sacramento, organizadas pelo PCP. A iniciativa contará com a participação de Jorge Seabra, Médico e militante do PCP e terá lugar no dia 14 de Junho, pelas 21 horas, na Junta de Freguesia de S. Salvador, em Ílhavo.

Mário Sacramento, “o médico do povo”. O intelectual afamado, o escritor premiado, o crítico literário prestigiado, o político que estava à frente do seu tempo. O inquebrantável democrata. O corajoso preso político. O torturado firme.” V.S.

As iniciativas prolongar-se-ão até 2020, ano do centenário do seu nascimento.

Salvar o quê? – Vasco Cardoso

Pode-se ser ecologista sem pôr em causa o modo de produção capitalista? Sem pôr em causa um sistema que, tendo como objectivo principal o lucro, a ele tudo subordina incluindo os recursos naturais? Em capitalismo a água, as florestas, os oceanos, a biodiversidade, os solos, todos os recursos do planeta são, tal como a força de trabalho, mercadorias. A sua exploração e apropriação por parte das classes dominantes é fundamental para a concentração e centralização de riqueza num número cada vez mais reduzido de mãos. É assim que funciona. Mesmo que isso signifique a pobreza, a miséria ou sofrimento de milhões de seres humanos. Mesmo que para tal se arrasem ecossistemas inteiros, se destruam grandes manchas florestais (lembremo-nos dos incêndios), se envenenem cursos de água, se contaminem solos ou se explorem até à exaustão (veja-se o olival intensivo), mesmo que varie, por razões da intervenção humana, o clima.

O logro não está em defender a produção nacional, a agricultura e o mundo rural, ou a necessidade de o País poder utilizar os recursos, de forma planeada e racional, que a natureza lhe proporciona para o seu desenvolvimento, para o progresso e bem estar do seu povo. O logro existe quando se procura promover a ideia de que é possível preservar o planeta, sem questionar, sem combater, sem romper com os eixos centrais de uma sociedade que se baseia na exploração dos seres humanos e dos recursos para proveito de uns poucos.

Continuar a ler

«Fake News» e manipulação – Fernando Correia

As Fake News (FN) estão na moda. É um bom tema para discutir e, principalmente, aprofundar. Mas, em si próprias, as notícias falsas estão longe de constituir o elemento mais importante para nos guiar no combate por uma informação verdadeiramente comprometida no aprofundamento da democracia em todas as suas vertentes. O conceito recentemente vulgarizado pela União Europeia de desinformação não se afigura suficientemente operacional para nos ajudar neste combate, que para alguns parece ser coisa nova, contra uma outra realidade: a manipulação da informação. Uma realidade indissociável de contextos económicos, políticos, sociais e ideológicos que não podem ser ignorados, sob pena de o combate ser apenas de faz de conta.

Neste século e na sociedade capitalista em que nos inserimos, falar do panorama mediático, e particularmente das FN, leva-nos a ter como referência os Estados Unidos. País onde não são apenas, só por si, os grandes monopólios da informação que dominam os media e condicionam e influenciam a opinião pública nacional e também a dos países ocidentais e de grande parte do chamado Terceiro Mundo. E a situação não é de agora. Nos anos 80 do século passado funcionavam mais de duas dezenas de organismos estatais vocacionados para essa tarefa.

A USIA (Agência de Informação dos Estados Unidos), criada em 1953 pelo presidente Eisenhower, possuía então 200 delegações, mais ou menos discretas, em 126 países, editava 12 revistas em 22 línguas, dirigia a de rádio “Voz da Liberdade”, com mais de 800 horas de emissão em 39 línguas e empregava um total de 8 mil pessoas. Sob a responsabilidade da USIA produziam-se para o estrangeiro cerca de 1700 programas de televisão, dobrados em 52 idiomas e transmitidos e retransmitidos em 2 mil canais estrangeiros.

Diz-se, e com razão, que notícias falsas sempre as houve. Não é esse plano longo na História que nos interessa aqui. O que se poderá é situar nesse período, e graças à sistemática utilização das novas tecnologias então em desenvolvimento, que as fake news começaram a adquirir um impacto político e ideológico organizado e sistemático nunca antes alcançado.

Continuar a ler

Temos e somos um projecto de futuro. Honramos o nosso percurso de 98 anos de intervenção e luta a favor dos trabalhadores, do povo e do País

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Comício «Avançar é Preciso! Mais Força à CDU» – 1 Junho 2019, Barreiro

Uma fraterna saudação da direcção do nosso Partido ao grande colectivo partidário que ao longo deste último ano foi capaz, com o empenhamento militante de cada um, de dar resposta às múltiplas exigências que encontrámos pela frente, enfrentando de cara levantada as imensas dificuldades que todos os dias nos são colocadas, no trabalho institucional e na proposta que fazemos, no desenvolvimento da luta de massas, e designadamente no êxito que constituíram as comemorações populares do 45.º Aniversário do 25 de Abril e a grandiosa jornada de luta do 1.º de Maio, promovido pela CGTP-IN, na intervenção e no reforço do Partido.

Aqui estamos, neste grande comício, depois da batalha eleitoral que travámos para o Parlamento Europeu.

Eleições para as quais milhares de activistas da CDU, militantes do nosso Partido e do Partido Ecologista «Os Verdes», muitos homens e mulheres sem partido deram um incansável contributo para a grande campanha que fizemos.

Uma campanha de massas, de esclarecimento, de contacto directo com os trabalhadores e o povo que teve de enfrentar a campanha anticomunista desenvolvida a partir dos centros do capital monopolista e dos seus instrumentos, bem presente em certos órgãos de comunicação social de massas. Uma campanha baseada na mentira e na calúnia para atingir a honestidade e competência que nos é reconhecida; no instigar do preconceito anticomunista, incluindo na exploração desonesta de acontecimentos internacionais; na menorização da CDU, depreciando-a, enquanto descaradamente promoviam outros.

Nós sabemos bem o porquê desta campanha contra o PCP e a CDU – eles sabem que é aqui que está a força capaz de fazer frente aos seus projectos de submissão do País e de liquidação dos direitos dos trabalhadores.

Continuar a ler

Que ninguém se distraia! – Ângelo Alves

Travada a batalha eleitoral das eleições para o Parlamento Europeu, é agora o tempo de prosseguir com confiança e determinação a luta para impedir retrocessos nas conquistas alcançadas, lutar por novos avanços, e avançar na construção de uma verdadeira alternativa política, patriótica e de esquerda.

O resultado da CDU nas eleições para o Parlamento Europeu não é positivo. Mas ele tem de ser entendido no quadro político e ideológico nacional e europeu em que se realizaram.

Face à erosão eleitoral dos principais partidos do sistema, os centros de decisão levaram a cabo várias campanhas simultâneas: arrumar todos aqueles que contestam a União Europeia no campo do «extremismo anti-europeu»; tentar encaminhar a contestação para novas formações políticas artificialmente apresentadas como «anti-sistema», incluindo forças da extrema-direita; levar a cabo vastas campanhas de branqueamento da UE, como a da «reforma do euro», do «Pilar Social Europeu» ou a «Europa Verde», que em Portugal foram abraçadas por várias forças políticas. Por último, um meticuloso ataque e silenciamento às forças que se opuseram a estas campanhas.

Em Portugal essa força foi a CDU. Recusámos populismos e posições tão oportunistas como desprovidas de conteúdo. Revelámos conhecimento, capacidade de argumentação, trabalho e coerência. Com uma agravante. Foi o PCP e o PEV que baralharam vários planos que estavam decididos pelos centros de decisão do grande capital nacional e europeu.

Fomos nós que tomamos a iniciativa de impedir que a exploração, o empobrecimento, o ataque a direitos, as privatizações e o ataque ao regime democrático prosseguissem tal como estava previsto. Fomos nós que obrigámos o PS a tomar medidas que nunca tomaria e que foram positivas para o povo português. E foi a este nosso papel que o grande capital, criando ou usando forças abertamente reaccionárias, respondeu com todos os meios que tinha. Aí esteve o populismo, a instigação do «são todos iguais», as manobras de diversão e claro o feroz anticomunismo.

Continuar a ler

Comunicado do Comité Central do PCP de 28 de Maio de 2019

O Comité Central do PCP, reunido a 28 de Maio de 2019, avaliou o trabalho realizado e os resultados das Eleições para o Parlamento Europeu realizadas a 26 de Maio, apreciou a situação nacional e o desenvolvimento da luta e apontou linhas de trabalho para o futuro imediato, em particular para as Eleições Legislativas de 6 de Outubro e a luta pela alternativa.

I – Andar para trás não. Avançar é preciso

A situação do país e a sua evolução tem, entre outros, como traços marcantes: o conjunto de avanços na reposição, defesa e conquista de direitos, alcançados na nova fase da vida política nacional, com a luta de massas e com a intervenção decisiva do PCP; a persistência de muitos dos problemas dos trabalhadores, do povo e do país, com origem na submissão às regras e imposições do Euro e da UE e aos interesses do grande capital; o branqueamento das responsabilidades de PS, PSD e CDS na concretização da política de direita, que trouxe o país à situação de dificuldade em que se encontra hoje; e a acção dos sectores mais reaccionários que visa atacar o PCP, usando a mentira, a calúnia e a difamação, e pôr em causa a própria democracia. Realidade que os resultados das Eleições para o Parlamento Europeu não alteram.

A manobra ensaiada pelo PS, com a ameaça de crise política, revela a sua ambição de retomar sem limitações o seu percurso de décadas de promoção da política de direita.

A grande questão que está colocada aos trabalhadores e ao povo é a de avançar e não andar para trás. Avançar na confirmação dos direitos conquistados. Avançar na resposta aos problemas mais prementes da população. Avançar na valorização do trabalho e dos trabalhadores. Avançar na defesa dos interesses do país e da soberania nacional.

O desenvolvimento da luta e da acção reivindicativa dos trabalhadores e do povo e a acção e reforço do PCP são as mais sólidas garantias de se avançar na luta pela ruptura com a política de direita, por uma política patriótica e de esquerda e por uma alternativa política que a concretize.

Continuar a ler

Obrigado Dr. António Costa! – Francisco Gonçalves

                                              “Em política não há coincidências, mesmo quando inicialmente o são rapidamente deixam de o ser”

Frase escutada (por uma frincha) numa reunião da Comissão Política

 

Entre os dias 3 e 10 de maio o país esteve mergulhado numa “crise política”, com a ameaça de demissão do Governo caso uma proposta trabalhada em comissão, de recuperar todo o tempo de serviço congelado dos professores em termos a negociar com o próximo governo, fosse aprovada pelo plenário da Assembleia da República.

Não é a matéria política que interessa aqui trazer, essa ficou clarificada na votação do dia 10. O PS não quer recuperar o tempo de serviço das carreiras especiais e o PSD e o CDS também não, querendo, contudo, parecer que sim – contar o tempo todo avocando  (depois do “mitigar” mais um belo verbo para candidato a qualquer coisa usar) as regras orçamentais da União Europeia e a revisão das carreiras especiais como condição,  nega, na prática, a sua contabilização. Opções políticas são opções políticas e discordando destas aceito-as no debate político.

O que não aceito é a campanha contra os professores, aberta com a declaração ao país do Primeiro-ministro, e que associou, decerto por coincidência, a chantagem do governo e do PS, o “troca-tintismo” de PSD e CDS, o silêncio do Presidente da República e profusas opiniões e comentários nas televisões, rádios, jornais e redes sociais.

Continuar a ler

Os trabalhadores e o povo podem contar com a CDU

Confirmada a eleição de João Ferreira e Sandra Pereira, a CDU mantém uma importante representação no Parlamento Europeu com dois deputados que são uma garantia sólida, coerente e de confiança na defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País. Deputados que assumirão todos os combates pela justiça social, o progresso, a soberania, a cooperação e a paz.

Aos mais de 200.000 eleitores que lhe confiaram o seu voto, a CDU garante que a força que lhe foi confiada pelo voto nunca será defraudada. Os votos e a confiança na CDU, constituem uma importante base de apoio e luta que necessita agora de ser ampliada e projectada para impedir que se ande para trás nas conquistas alcançadas, e se possa avançar na construção de uma verdadeira alternativa política, patriótica e de esquerda, elemento determinante para edificar um País mais justo, desenvolvido e soberano, com melhores condições de vida para os trabalhadores e o povo.

Os trabalhadores e o povo podem continuar a contar com a CDU!