Ecologia Rosa – Francisco Gonçalves

O desligamento dos noticiários, nos seus vários suportes, que muito prezo no Augusto mês que ao de Júlio segue, não é, nunca, completamente estanque. Desta vez foi a ECOLOGIA ROSA (pelos vistos muito apreciada, também, nas chancelarias) que me entrou ouvidos e olhos adentro.

Como, também, neste período de Verão aproveito para pôr o Sport em dia, coincidências da vida, percorri trechos do PR 7 e do PR 15 de Arouca e do PR 1 de Vale de Cambra, o que me deu mais uns elementos pelos quais vou começar.

Da meia encosta da Freita até às cumeadas a crua natureza dá-nos uma bela paisagem, da meia encosta para baixo é uma desgraça, pela intervenção humana, matagais e matagais, rios poluídos e interditos a banhos e muito abandono, aldeias e campos incluídos.

Falharam completamente as políticas da União Europeia destinadas a salvar o mundo rural e a pequena agricultura, floresta incluída, falharam as políticas e os políticos portugueses, leia-se os que tiveram poder para fazer alguma coisa (PS, PSD, CDS), que cederam aos grandes interesses e destruíram as estruturas do Estado de apoio à floresta e à agricultura. Há quem diga que isto não tem conserto nem concerto.

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O Capitalismo não é verde. Uma visão alternativa sobre as alterações climáticas

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL, SEMINÁRIO «O CAPITALISMO NÃO É VERDE. UMA VISÃO ALTERNATIVA SOBRE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS»

Permitam-me no encerramento deste nosso Seminário «O capitalismo não é verde. Uma visão alternativa sobre as alterações climáticas», co-organizado pelos deputados do PCP no Parlamento Europeu e pelo Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu que saude todos os presentes e antecipadamente agradeça a todos os oradores os seus contributos para o nosso enriquecimento mútuo e da nossa luta.

Gostaria ainda de transmitir, em nome do PCP, uma particular e fraterna saudação aos nossos convidados estrangeiros do Partido do Trabalho da Bélgica, do AKEL de Chipre e do Sinn Fein da Irlanda.

A todos reafirmamos a nossa solidariedade para com as suas lutas em defesa dos trabalhadores e dos povos dos seus países e o nosso empenho em desenvolver a nossa cooperação na luta por outra Europa dos trabalhadores e dos povos.

É inquestionável que as questões energéticas e ambientais têm vindo a ganhar uma grande relevância na vida dos povos e nas relações internacionais e esta iniciativa constitui mais uma oportunidade para os debater e analisar, particularmente as causas dos graves problemas ambientais existentes e que alguns teimam em mistificar e desligar, da natureza e funcionamento de um sistema socioeconómico que se revela cada vez mais predador da natureza e explorador do homem.

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CDU organizou sessão sobre circuitos curtos de produção e comercialização

A CDU organizou ontem um debate sobre circuitos curtos de produção e comercialização. Participaram na sessão, que decorreu na Horta Comunitária de Esgueira, Miguel Viegas, candidato da CDU às próximas eleições legislativas e a Prof. Elisabete Figueiredo, da Universidade de Aveiro que introduziu o debate. A CDU defende um novo modelo de produção agrícola assente na pequena e média agricultura local e nos circuitos curtos de comercialização. Os contributos recolhidos durante a sessão vindos de agricultores, pequenos empresários e activistas ambientais permitiram centrar melhor as propostas da CDU neste domínio que assentam numa melhor distribuição dos apoios da PAC, no aumento das rubricas orçamentais dedicadas aos circuitos curtos agro-alimentares e em melhorias ao nível da fiscalidade e da legislação sobre licenciamentos e rotulagem. A necessidade de promover o consumo público de bens alimentares produzidos localmente por parte das autarquias, é outro eixo fundamental.

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«É o voto na CDU que conta para não deixar o PS de mãos livres para praticar a velha política»

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL, COMÍCIO DA 43.º FESTA DO «AVANTE!»

É com imensa alegria que saudamos todos os construtores da Festa do «Avante!», participantes e convidados, os nossos amigos do Partido Ecologista «Os Verdes» e da Intervenção Democrática, e os independentes que connosco integram a CDU.

Saudação especial à juventude e à JCP que tanto na construção como na participação são prova provada de uma Festa carregada de futuro. Uma Festa que transporta um sonho que vamos perseguir: que o projecto do Portugal pelo qual nos batemos tenha um dia muita da beleza da nossa Festa do «Avante!».

Temos afirmado, e quem participa na nossa Festa comprova, que este é o maior acontecimento político e cultural que se realiza no País.

Uma Festa criada com trabalho e arte, os dois elementos construtores da humanidade e que estão indissoluvelmente ligados à identidade da nossa Festa do «Avante!».

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CDU organiza sessão em defesa do Serviço Nacional de Saúde

A CDU organizou em Fiães, concelho de Santa Maria da Feira uma sessão dedicada à defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Na mesa da sessão estiveram presentes Ana Valente e Miguel Viegas, candidatos da CDU às próximas eleições legislativas, Manuel Silva mandatária da CDU, Manuel Lima Bastos, conhecido advogado e escritor, antigo dirigente do MDP-CDE e Manuel Strecht Monteiro, medico e ex-deputado do PS, com larga experiência ao serviço do SNS.

O SNS, criado no alvor da revolução de Abril representa uma das maiores conquistas da revolução. Cotado com um dos melhores do mundo, foi responsável pela subida de um conjunto de indicadores de saúde que testemunha bem a entrega dos milhares de profissionais que deram e dão o melhor de si, em prol da qualidade e universalidade do serviço. A CDU defende um SNS público universal e gratuito. Sem rejeitar o carácter supletivo da prestação privada, seja ela social ou cooperativa, todas as intervenções durante a sessão, convergiram na necessidade de garantir o papel central do Estado na prestação de cuidados de saúde. Esta centralidade ficou consagrada na nova Lei de Bases da Saúde recentemente aprovada com o contributo decisivo dos deputados do PCP. De destacar igualmente as intervenções das várias comissões de utentes que ali se fizeram representar, vindas de Espinho, Ovar, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Estarreja e Aveiro. A luta das populações foi determinante para evitar o encerramento de muitas unidades de saúde e exigir a atribuição de mais recursos humanos onde eram necessários. Tal como o programa da CDU defende, o envolvimento dos utentes e suas associações é fundamental na gestão do SNS.

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Reaccionarices – João Frazão

Há certos comentadores especializados em reaccionarices, e há reaccionarices que, de forma recorrente, vêm à liça pela mãos destes ou de outros.

No primeiro caso está Manuel Carvalho (MC), director do Público, que nos brinda amiúde com os seus escritos, sempre eivados de ódio pelo papel que o PCP tem nesta nova fase da vida política nacional e, no segundo caso estão as 35 horas de trabalho semanal, objectivo pelo qual os trabalhadores lutam há décadas.

Esta semana, MC indigna-se porque, imagine-se, ninguém propõe a reversão da reposição das 40 horas na Administração Pública.

Amarrado que está à ideia de um regime laboral com um horário de sol a sol, MC fala das 35 horas como um «luxo de país rico», fingindo não saber que o horário de 40 horas semanais é, esse sim, um luxo a que continuam a poder permitir-se a maioria dos patrões deste país, amealhando toda a riqueza produzida, apesar de qualquer trabalhador produzir mais hoje em 35h do que, seguramente, há décadas em 50 ou 60 horas semanais.

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As ambições de Macron – Albano Nunes

A Cimeira do G7 de Biarritz constituiu uma gigantesca operação de diversão para induzir na opinião pública a ideia de que, apesar das suas indisfarçáveis maleitas, o capitalismo não está assim tão mal, e para desviar a atenção dos demais problemas resultantes precisamente daquilo que o G7 tudo fez para esconder: o aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, a agudização das contradições inter-imperialistas, o avanço do fascismo, a crescente ameaça de guerra nuclear.

É certo que não podemos conhecer o que se passou nos bastidores. Não foram certamente pacíficas as discussões, nomeadamente no que respeita aos sérios conflitos económicos que opõem os EUA à Alemanha e a outras potências da União Europeia, às consequências para a própria economia do sistema da guerra das tarifas alfandegárias imposta pelos EUA à China, ou mesmo em relação a conflitos alimentados unilateralmente para impor a hegemonia norte-americana ao mundo.

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Amazónia – Henrique Custódio

Os incêndios desencadeados na Amazónia pelos grandes latifundiários brasileiros estão a ter o condão de unir os brasileiros numa crescente oposição ao regime de extrema-direta que domina o Brasil.

O presidente Bolsonaro, eleito pela IURD e seitas religiosas quejandas, exibiu de novo a volubilidade reaccionária do seu tonus presidencial, começando por acusar dos incêndios, sem quaisquer provas, os ambientalistas que defendem a preservação da Amazónia para, dias depois e perante o clamor mundial contra a sua política anti-ambiental, se declarar na televisão um fervoroso defensor do ambiente, pedindo até ajuda internacional.

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A Sabedoria dos Anciãos – Francisco Gonçalves

Em memória do Manuel Vinagre

Num último escrito, já chegado o Estio e após um mês de Julho em que dois ilustres arouquenses faleceram, o Manuel Vinagre e Elísio Azevedo, é justo deixar aqui umas palavras sobre uma qualidade (que ambos tinham, do primeiro conhecia a boa conversa, do segundo a boa escrita) cada vez menos apreciada nestes tempos, a sabedoria dos anciãos.

É certo que o que está a dar é o novo, o inovador, o criativo mas faço questão, também por isso, de aqui deixar um elogio ao velho, à experiência, ao clássico. A sabedoria humana, popular, foi sendo construída geração após geração fruto da experiência de vida de milhões de indivíduos e das comunidades onde eles estavam inseridos. Para um marxista a experiência individual e a experiência colectiva não podem ser dissociadas, estão imbricadas. Aliás, não por acaso, não comungamos a ideia liberal de que “o limite da minha liberdade termina onde começa a do outro”, não vemos os indivíduos como compartimentos estanques, os indivíduos interagem entre si e com a comunidade, a liberdade individual é uma relação com o colectivo onde se insere o indivíduo.

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Português Suave – Álvaro Couto

Nunca fui à bola com a forma e o modo anglo-saxónico:
suas cidades compostas, o interior das casas desarrumado,
assentando pés à sombra de ponteiros parados entre as nove e as cinco horas,
que não deixa de cessar uma hierarquia familiar, corrupta e antiga, na sua pequena ilha.

Tão-pouco aprecio o estilo francês, russo ou germânico:
os seus complexos europeus, a sua arrogância autoritária,
a grandeza das suas figuras e o rosto seco das suas leis,
os trágicos destinos a que se prestam suas artes e filosofias.

Além de que, também, evito o modelo grego:
a perfeição das linhas, a limpidez do mármore, o azul do mar,
como desprezo, de todo, a marca Tio Sam:
o chapéu na cabeça, o coldre à cinta e a bala pronta no cano.

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O «ambientalista» G7 – Filipe Diniz

No G7, com o «ambientalista» Macron na vanguarda, Trump, Boris Johnson, Merkel, Trudeau, Conte exprimiram preocupação acerca da situação da Amazónia, «pulmão do mundo, etc.». E manifestaram o seu desejo de aí intervir, o que deveria suscitar alarme a qualquer ambientalista sério.

É certo que a questão da floresta amazónica não é apenas um problema brasileiro. A sua enorme extensão abrange outros países, e a sua existência tem importância e impacto planetários. E a devastação que vem sofrendo não tem origem apenas local: os interesses mineiros e do agronegócio estão associados não apenas às redes do capital monopolista transnacional mas também às actuais zonas de confronto e conflito entre grandes potências.

O desmatamento da Amazónia vem de trás. Reduziu durante duas décadas, mas acelerou brutalmente após a eleição de Bolsonaro, com o incentivo ao alargamento da mineração e da agropecuária, o ataque às regras de controlo ambiental, o corte radical nos recursos e meios das entidades fiscalizadoras.

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Presidente da República: contra a Constituição, ao serviço do capital – Francisco Lopes

O Presidente da República decidiu promulgar as alterações ao Código do Trabalho, sem suscitar a apreciação preventiva da constitucionalidade dessa lei, assumindo numa matéria essencial a defesa dos interesses de classe do capital.

A legislação laboral, seja o Código do Trabalho, seja a Lei do Trabalho em Funções Públicas, foi concebida e sucessivamente alterada no sentido de fragilizar os direitos dos trabalhadores.

No quadro da nova fase da vida política nacional, o Governo PS, apesar de condicionado pela relação de forças resultante das eleições de 2015, mais uma vez revelou a sua opção de classe: entre os direitos dos trabalhadores e os interesses do capital, colocou-se do lado do capital. Estabeleceu um acordo com as confederações patronais e a UGT e transformou-o em proposta de lei aprovada na Assembleia da República pelo PS, em convergência com o PSD e o CDS, dando origem à lei que agora foi promulgada pelo Presidente da República.

Na lei manteve-se a caducidade da contratação colectiva, ameaçando os direitos que esta consagra e chantageando os trabalhadores para aceitarem a sua redução, como se manteve a não consagração do princípio do tratamento mais favorável aos trabalhadores.

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Debates Eleitorais na TV – desigualdade e discriminação

A realização de eleições em liberdade exige igualdade entre as forças políticas e que se criem condições para que estas possam expressar as suas propostas, factor indispensável para a formação livre e não condicionada da opção de cada eleitor na sua decisão de voto.

O modelo que as três estações de televisão decidiram promover fere princípios básicos de igualdade e consagram um tratamento discriminatório das diversas forças políticas em presença, quer quanto à natureza dos canais emissores, quer quanto à duração e organização dos debates, quer quanto às condições em que suporta o envolvimento e presença dos diversos partidos.

Para o PCP não há lugar à aceitação de critérios baseados na consagração de partidos de primeira (no caso, pretensamente PS e PSD) e de segunda categoria. Independentemente da posição dos outros partidos, o PCP não só não aceita esse conceito como o rejeita vivamente.

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Um grande patriota – Margarida Botelho

A propósito do falecimento na semana passada de Alexandre Soares dos Santos, fundador da Jerónimo Martins / Pingo Doce e um dos homens mais ricos do país, desenrolou-se o habitual cortejo de declarações e análises à biografia. Quase sem excepção, sucederam-se os elogios ao self mad man, ao «empresário de visão», ao «mecenas» da Pordata e do Oceanário. Repetiram-se vezes sem conta as imagens em que Soares dos Santos parece indignar-se com os baixos salários no sector do comércio, sem questionar sequer quais as condições de trabalho na empresa que durante quase 50 anos liderou.

Mas o elogio que mais perplexidade causou foi o de Marçal Grilo, ministro da educação do PS entre 1995 e 1999, que actualmente faz parte do Conselho de Curadores da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Afirmou: «era um grande português, foi um grande patriota, um grande empresário e um grande filantropo».

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De braços bem fechados – José Goulão

Não haja ilusões, nem equívocos: aos braços abertos, estendidos aos refugiados pela boa vontade isolada de alguns grupos de pessoas, a União Europeia contrapõe uma política de braços bem fechados.

Resgate de refugiados, no Mediterrâneo, ao largo da Líbia, pela ONG catalã Proactiva Open Arms. Foto de arquivo, CréditosAris Messinins / AFP

Os pouco mais de cem refugiados que penavam à deriva no Mediterrâneo a bordo do barco Open Arms desembarcaram, finalmente, em Lampedusa, Itália. Cem refugiados, cem vidas salvas à condição, mas uma parcela ínfima de um drama que persiste mesmo quando a comunicação social domesticada não dá por ele. A embarcação, porém, foi apresada: parece que salvar vidas é crime.

Os náufragos desembarcaram por ordem de um tribunal italiano porque, ao menos uma vez, a justiça conseguiu sobrepor-se a uma política sinistra que não é apenas de Itália – ao contrário do que pretende fazer-se crer – mas de toda a União Europeia. A realidade é esta, não haja ilusões nem equívocos: aos braços abertos, estendidos aos refugiados pela boa vontade isolada de alguns grupos de pessoas, a União Europeia contrapõe uma política de braços bem fechados. Como tenazes.

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Festa do Avante – 2019

A 43.ª Festa do Avante! realiza-se nos próximos dias 6, 7 e 8 de Setembro, constituindo o maior evento político-cultural do País.

A EP – Entrada Permanente – que dá acesso aos três dias de Festa e a todos os espectáculos, debates e outras iniciativas, pode já ser adquirida em Arouca. A sua compra antecipada é uma expressão concreta de solidariedade para com a Festa do Avante! e a sua construção militante.

Até dia 5 de Setembro a EP tem um custo de 26€ e durante os dias da Festa será de 37,5€. Este é mais um argumento para a compra antecipada da EP!

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Dois lados, duas atitudes – Manuel Rodrigues

O Secretário-geral da UGT afirmou esta semana que está satisfeito com a promulgação das alterações à legislação laboral: «Ficámos satisfeitos pelo Presidente da República entender na sua intervenção política e jurídica que não havia inconstitucionalidade no diploma. Levou bastante tempo este processo e é com satisfação e responsabilidade que vemos esta decisão», disse, acrescentando ser este um momento de «satisfação pragmática e realista».

Por sua vez,o Secretário-geral da CGTP-IN, lamentou a promulgação das alterações ao Código do Trabalho pelo PR, sublinhando que «o Presidente da República, que fala tanto nos afectos, era melhor que tivesse sido mais afectuoso com os trabalhadores, mas isso hoje não aconteceu, temos um Presidente da República que continua de costas voltadas para o trabalho e os trabalhadores».

Ou seja, duas atitudes que mostram bem o que está em causa em todo o processo que levou à apresentação, discussão, aprovação e (agora) promulgação das alterações à legislação laboral que o Governo do PS levou à Assembleia da República. Dum lado, contra essas alterações e propondo mesmo a revogação de todas as normas gravosas da legislação laboral, o PCP e a CDU e a luta consequente dos trabalhadores organizados no movimento sindical unitário da CGTP-IN. Do outro lado, PS, PSD e CDS, o Presidente da República, a UGT e o grande patronato, alinhados com a defesa dos interesses do grande capital.

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Russofobia (II) – António Abreu

A mobilidade dos submarinos transforma-os em armas decisivas nas estratégias de «primeiro golpe». Na foto o submarino USS Wyoming (EUA), equipado com armas nucleares.

 

O alinhamento mental das elites políticas da Europa Oriental com a ideologia transatlântica americana tem tido um papel relevante na questão da russofobia.

Mas esse alinhamento ocorreu com os EUA a realizar, em simultâneo, uma infinidade de programas de apoio, bolsas de estudo, estadias de investigação, conexões e redes diversas de longo prazo.

A Alemanha tem estado a desempenhar um papel especial, e tornou-se um país de trânsito para armas pesadas.

É também um depósito de armas nucleares, uma plataforma logística, uma base para cerca de 40 mil soldados americanos, um centro de controle de assassinatos por drones em todo o mundo, uma base para a Africom e a Eucom 1.

Num seu novo livro, o psicólogo alemão Wolfgang Jung explica que a Alemanha será, em primeiro lugar, um futuro campo de batalha, e que seria perturbante que a política externa alemã não tivesse isso em linha de conta. A Alemanha, de facto, não tem tido em conta esses factos.

Não deveria estar claro para todos os cidadãos do antigo bloco do Leste que, logicamente, do ponto de vista da Rússia, seria totalmente suicida atacar um desses países ou mesmo anexá-lo?

Atribuir à Rússia a intenção de atacar qualquer país é uma propaganda diabólica do complexo de inteligência e de comunicação ocidental. Não tem sido a Rússia que se tem aproximado do continente americano ou da UE com o seu poder militar. É a NATO que sufoca a Rússia. Um olhar sobre um mapa desta região é suficiente para desmascarar essa mentira.

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Venezuela resiste! – Ângelo Alves

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«Será preciso muito mais que um magnata supremacista em campanha eleitoral, ou um falcão guerreiro tresloucado, obsessivo e desesperado para não perder o seu emprego, para destruir a obra libertadora iniciada pelo libertador Simón Bolivar e retomada no Século XXI pelo comandante Hugo Chávez». Foi nestes termos que a República Bolivariana da Venezuela reagiu em termos oficiais à nova escalada da Administração norte-americana contra a Venezuela e o seu povo por via de uma ordem Executiva de Trump que eleva ao máximo o bloqueio económico, comercial e financeiro contra a Venezuela.

A decisão dos EUA aprofunda todas as medidas de tentativa de asfixia económica daquele país soberano, com consequências directas em questões como alimentação, fornecimento de medicamentos, água ou energia. Define o congelamento (na prática um roubo) de todos os activos e bens venezuelanos nos EUA, nomeadamente da empresa petrolífera estatal PDVSA e da sua filial, a CITGO. Estabelece um vasto conjunto de sanções contra empresas, entidades e indivíduos venezuelanos. Dá sequência a várias sanções, nomeadamente contra empresas de transporte marítimo, que fazem com que, por exemplo, estejam neste momento bloqueadas cerca de 25 mil toneladas de alimentos no Canal do Panamá. E, à semelhança da famigerada Lei Helms Burton, assume o carácter extraterritorial das sanções (ilegal à luz do direito internacional) visando todas as empresas e indivíduos que mantenham relações, comerciais e outras, com a Venezuela.

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CDU entrega lista de candidatos pelo circulo de Aveiro

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Aveiro, 13 de Agosto

A candidatura da CDU entregou, no tribunal de Aveiro, a sua lista de candidatos às eleições legislativas de 6 de Outubro de 2019.

Dirigentes do PCP, do Partido Ecologista “Os Verdes”, os candidatos Miguel Viegas, Ana Valente, António Vidal, Margarida Flores e Fátima Guimarães, acompanharam a mandatária distrital, Manuela Silva, no acto de formalização da candidatura, composta por 21 homens e mulheres, com provas dadas e com um profundo conhecimento da realidade do distrito.

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Viagem ao mundo da verdade única – José Goulão

Uma viagem ao mundo da «estratégia de comunicação» da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos «fact-checkers» contratados a peso de ouro por Bruxelas.

As poucas linhas introdutórias que o leitor acaba de consultar são uma «desinformação», à luz da «estratégia de comunicação» que a União Europeia tem vindo a por em prática desde que os chefes de Estado e de governo declararam a sua necessidade, numa cimeira em Março de 2015.

Uma «desinformação» porque, segundo a definição oficial chancelada pelos órgãos europeus, «distrai e divide, semeia a dúvida através da deformação e falsificação de factos para criar a confusão, mina a confiança das pessoas nos media, nas instituições e nos processos políticos estabelecidos».

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